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Archive for janeiro 2012

Estúdio italiano cria estante para guardar bicicleta no meio da sala

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A Bookbike, do estúdio de design BYografia, é uma estante que vem com um gancho especial para pendurar uma bicicleta

Arranjar um lugar para guardar coisas é uma questão complicada para quem mora em um espaço pequeno, especialmente se uma dessas coisas for uma bicicleta. Pensando nisso, o estúdio de design italiano BYografia criou a Bookbike, uma prateleira para guardar de livros a uma bicicleta.O  estúdio de design descreve a Bookbike como “uma peça de mobiliário desenhada para guardar objetos que, de acordo com a tradição, seriam incompatíveis com os cômodos de uma casa”. Segundo o próprio BYografia, o objetivo da peça é “dar beleza ao que não pode ser escondido.”

A Bookbike é uma estante com um gancho para pendurar uma bicicleta, sem ocupar muito espaço. Ela pode ser montada e desmontada facilmente e pode ser fixada à parede ou não. A bicicleta é pendurada à Bookbike verticalmente, “economizando” espaço. O gancho para pendurar a bicicleta pode ser posicionado da maneira que for mais conveniente, de acordo com o tamanho e dimensões da bicicleta.

A estante é feita de madeira compensada curvada e de MDF compensada. Para quem não sabe, MDF é uma chapa de fibras de madeira comprimida de alta resistência utilizada na 

confecção de móveis em geral. Essas fibras de madeira podem ser misturadas a resinas sintéticas e outros aditivos.

Parte da estrutura da Bookbike é coberta com um material antiarranhões para proteger a estante de qualquer contato brusco com os pedais ou de qualquer outra área da bicicleta. Á área de contato entre as rodas da bicicleta e o armário também é protegida, mas por um tipo de forro. O móvel vem em duas opções de cores: branco giz ou cinza carvão e tem 250 centímetros de altura, 88 centímetros de largura e 40 centímetros de profundidade.

Uma Bookbike custa em média 2865 Euros (quase R$ 6,5 mil). No Brasil, a Byografia é representada pela Vermontex Contemporary Design Agency & Distribution, de São Paulo. Quem tiver interesse em adquirir uma estante Bookbike, pode entrar em contato com a Vermontex por meio do site oficial da empresa. 

Originalmente pubblicado aqui:

http://revista.penseimoveis.com.br/especial/sc/editorial-imoveis/19,480,3640130,Estudio-italiano-cria-estante-para-guardar-bicicleta-no-meio-da-sala.html

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janeiro 25, 2012 at 3:30 pm

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Pedestres e ciclistas.

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23 de janeiro de 2012 – Artigo publicado no DC.

Pedestres e ciclistas.

por Eng. Valter Frigieri

 

Um levantamento recente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e BNDES mostrou que 41% dos brasileiros não usam veículos motorizados para locomoção. Nas metrópoles brasileiras, 38% das pessoas fazem seus percursos a pé, enquanto 3% optam pela bicicleta. Nossas cidades, se não oferecem transporte público de qualidade, tampouco estão devidamente equipadas para atender às necessidades do enorme contingente de cidadãos que circulam de bicicleta ou a pé. Só muito recentemente, os administradores públicos começaram a incluir as ciclovias em suas plataformas políticas e planos administrativos.

De fato, é um grande avanço a criação das ciclovias e das chamadas rotas de bicicletas, com sinalização adequada, que permitem aos ciclistas compartilhar o espaço urbano com os veículos automotores. Nos grandes centros, no entanto, para a segurança do ciclista é indispensável criar uma infraestrutura integrada, que permita ao usuário da bicicleta percorrer distâncias longe de vias saturadas ou de alta velocidade.

Nas ciclovias, recomenda-se o uso de peças de concreto, pois sua coloração clara reduz a absorção de calor na superfície, melhorando o conforto térmico e diminuindo a formação de ilhas de calor, causadas pela impermeabilização do solo. A redução pode chegar a 20ºC. Ademais, o concreto desempenado moldado in loco proporciona conforto de rolamento, sem deixar a superfície escorregadia. No caso de vias compartilhadas, o uso do pavimento de concreto também gera ganhos por não sofrer deformação e ter boa interface com outros tipos de pavimento.

No que toca às pessoas que fazem seus trajetos a pé, a falta de padronização e a falta de qualidade da pavimentação ainda constituem obstáculos para um caminhar seguro. A uniformização do passeio demanda a mobilização dos donos de imóveis num esforço conjunto de prefeituras e órgãos técnicos. Hoje, existem vários materiais que garantem a qualidade do piso e atendem às normas.

O desafio das administrações públicas é implementar políticas que conciliem a convivência entre motoristas, pedestres e ciclistas e, ao mesmo tempo, melhorem a qualidade de vida das pessoas.

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janeiro 23, 2012 at 10:13 am

Publicado em Textos recebidos

Lagoa da Conceição agoniza em Floripa/SC !!!

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Written by danielbiologo2

janeiro 19, 2012 at 8:46 am

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Tolerância zero

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Brasileiro só obedece a lei se tiver que gastar. O medo é outro fantasma. PM, faça blitz surpresa três vezes por semana, em pontos estratégicos. Prenda bêbados e arrogantes e multe sempre os imbecis infratores. Confie, ainda na justiça. Multe idiotas que estacionam em lugares proibidos, ao redor de shoppings e centros. Não tolere caminhões a qualquer hora em avenidas movimentadas e multe canalhas que estacionam em vagas de deficientes físicos. Se os homens da Lei saírem da zona de conforto não será preciso mais reclamar de quem o povo sempre sustentou.

Dorvalino Furtado Filho
Florianópolis

Publicado no Diário do Leitor, 18/01/12

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janeiro 18, 2012 at 3:42 pm

Manifesto dos Invisíveis…

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Márcia Regina de Andrade Prado 17/11/1968 - 14/01/2009

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, um grande exemplo de soluções criativas: Bogotá.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

Retirado daqui: Bicicletada – Márcia Prado