danielbiologo2

Just another WordPress.com site

Carro é o vilão do tráfego em SC

leave a comment »

Carro é o vilão do tráfego em SC
Por Daniel Biólogo

Fotos de Floripa, fora da temporada, ou seja, em dias normais!!

Gostaria de compartilhar os resultados desta pesquisa (texto abaixo desta introdução), para demonstrar que há sim muitas pessoas querendo utilizar a Bicicleta em seus deslocamentos urbanos diários, além do transporte coletivo. 

Os dados nâo mentem, e a minha reflexão, é que quem está ditando as regras é um pequeno grupo detentor do poder econômico o qual ganha com a priorização do transporte individual motorizado

Não é uma questão de ser contra o carro (apesar de que como Biólogo não consigo enteder como um invento que contamina o ar que respiramos pode ser algo que deu certo?). Mas sim de ser a favor das pessoas, da grande maioria da população! Cidades foram feitas para as pessoas e não somente para os carros como vem acontecendo com muitas cidades, inclusive Floripa. 

Resumindo, 70% das pessoas nas 10 maiores cidades de Santa Catarina “querem” utilizar a Bicicleta mas, para isso precisam e querem segurança para pedalar por aí, por isso precisamos de algumas ciclovias e ciclofaixas e principalmente uma redução das velocidades permitidas aos automotores de transitarem nas cidades. 

Percebem a grande oportunidade que temos aqui? Muitas pessoas andando a pé, de Bicicleta e de ônibus, são menos, muito menos transporte individual motorizado nas ruas, melhorando o fluxo e com o aumento de opções (sendo o carro a última e pior oção). Isto é melhorar a Mobilidade Urbana das pessoas, além da humanização do espaço público.

Alguém tem dúvida disto? Daniel Biólogo

Com base em pesquisa do Instituto Mapa, especialistas alertam para deixar carro em casa.

Agilidade e baixo custo para se locomover. Este é o desejo dos catarinenses quando o assunto é mobilidade urbana, segundo pesquisa do Grupo RBS, em parceria com o Instituto Mapa. Os dados foram apresentados no 1º Fórum de Indicadores de Mobilidade Urbana em Santa Catarina, que ocorreu na tarde desta terça-feira, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis.O evento, organizado por meio dos jornais Diário Catarinense, A Notícia e Jornal de Santa Catarina, reuniu autoridades e especialistas no assunto, que durante três horas discutiram os problemas enfrentados pelos catarinenses no trânsito e quais seriam as soluções mais viáveis para a mobilidade urbana.

O debate teve como base os resultados da pesquisa IMU – Indicadores de Mobilidade Urbana, que ouviu 4.060 entrevistados nas 10 cidades mais populosas do Estado: Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Criciúma, Itajaí, Chapecó, Lages, Jaraguá do Sul e Palhoça. Um dos principais dados é o Índice de Mobilidade Urbana, que ficou em 4,8 no Estado, em uma escala de zero a 10.

A melhor cidade colocada foi Lages com 5,7 e a pior Palhoça 3,8. Florianópolis ficou com a penúltima colocação 4,3. Mas o que surpreendeu os participantes foi a porcentagem de veículos por domicílio no Estado: 64% dos catarinenses têm um carro na garagem e 16% tem mais de um. A pesquisa releva o porquê destes números e o que faria as pessoas a trocar o modo como se locomovem.

— O carro é utilizado por ser o meio mais rápido, no entanto, 82% dos entrevistados revelam que deixariam o veículo em casa e passariam a usar o ônibus se ele fosse rápido, barato e confortável — explica o diretor presidente do Instituto Mapa, José Nazareno Vieira.

Quanto ao uso da bicicleta, 70% dos entrevistados também afirmaram que a utilizariam como meio de transporte se houvessem mais ciclovias nas cidades. Outro dado que chamou a atenção dos especialistas foi o tempo de deslocamento e a distância que as pessoas percorrem da casa para o trabalho.

Metade dos entrevistados afirmaram morar perto do local de trabalho, em um raio de até 30km, e que demoram de 30 minutos a uma hora para chegar ao destino pretendido.

— Os dados provam que o problema não é difícil de solucionar, basta vontade política para tanto —, afirma o especialista em planejamento urbano Elson Manoel Pereira.

Diante dos resultados, especialistas e autoridades concordaram: a solução para a mobilidade urbana no Estado está no transporte multimodal, ou seja, aquele que agrega bom sistema viário, transporte coletivo rápido e barato e construção de ciclovias.

Alternativas

Para o professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo, Ricardo Abramovay, que levantou um debate a respeito da excessiva utilização do carro como meio de transporte , ainda há tempo para reverter os problemas enfrentados pelos catarinenses no trânsito com soluções simples.

—  A bicicleta é a solução perfeita para pequenos deslocamentos, como a que os catarinenses afirmaram percorrer no trajeto casa/trabalho, afirma. 

No fórum, Ricardo apontou o carro como vilão da mobilidade urbana por dois fatores. O primeiro leva em conta a emissão de gases poluentes no meio ambiente, que segundo ele, chega a 80% dos veículos, e o tamanho dos automóveis.

— São cada vez maiores e transportam, na maioria dos casos, apenas uma pessoa, diz.

Como solução para a mobilidade, Ricardo sugere cidades mais sustentáveis com obras e sistema viário que passe a priorizar as pessoas e não o carro. – É necessário combater a cultura de que o veículo é sinônimo de status social e qualidade de vida, o que não é, conclui

(publicado originalmente no BioCicleta, veja aqui

Anúncios

Written by danielbiologo2

janeiro 1, 2012 às 11:37 pm

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: