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Archive for fevereiro 2012

Osni Ortiga não é “amiga” das pessoas

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Rua Osni Ortiga, definitivamente nossa Sociedade está muito doente, pelo individualismo egoísta. O Poder Público faz parte.

Há quase duas décadas uma parcela de moradores e cidadãos de Floripa, reivindicam estruturas viárias (passeios e ciclovias) nesta via e nada acontece. Aliás o pouco que ocorre, ocorre pouco e só privilegia o carro, somente o “trilho” por onde passam os carros é “arrumado”. mesmo que para isso tenham que passar por cima de pessoas e ciclistas !!! (é o que ocorre)

Bem, dia 26/02, tinha uma festinha infantil aqui na Comunidade distante 1km da minha casa. O tempo estava instável, mas nada que justificasse ter que ir de carro para percorrer uma distância dessas. E a chuva? Para que serve o guarda chuva?

Saímos caminhando, e pela rua cumprimentando as pessoas que cruzavam nossa frente, em poucos minutos chegamos até a casa, sem causar congestionamentos, poluir, ocupar espaço público com o estacionamento de mais um carro na rua e ainda com uma boa sensação de liberdade ao caminhar e não depender de nada para nosso deslocamento.

Porque é tão “difícil” priorizar pedestres e ciclistas???

    Infelizmente nem tudo é maravilha. Infelizmente temos um enorme número de MALtoristas Individualistas e Egoístas que transitam em absurdas velocidades, passando de propósito raspando em pedestres e ciclistas que se deslocam ao longo desta via. Sim de propósito, pois se tivessem um pingo de consciência e respeito reduziriam suas velocidades e passariam com cautela. O limite permitido já é bastante elevado (60km/h) por se tratar de uma rua urbana, mesmo tendo a denominação de ser uma estrada estadual (SC-406), e nos seus inexistentes acostamentos temos comércio, residências, etc., e mesmo assim “bólidos de ferro” insistem em colocar todos em risco de morte, REFLEXOS DA IMPUNIDADE  e multas de baixo valor, quando aplicadas!

No retorno para casa, com muita água correndo pelos rios que se formam nos inexistentes acostamentos, obrigam o pedestre a ter que caminhar em água “contaminada” que vem lavando a imundice das ruas, lixo e água de “fossas”. Mais um reflexo de uma Sociedade doente a qual deposita seu lixo fora do seus “muros” e jogam o “problema” para os outros (como se eles mesmos não fossem atingidos). Boto meu lixo para fora da minha casa e estou livre do “problema”.

Tudo isto afugenta as pessoas das ruas, 60% do espaço de uma cidade é restrito para carros o resto para edificações e construções e as pessoas? Percebem que estamos tirando de nossas vida a tal da Qualidade de Vida?

ACORDA SOCIEDADE!!!



Reinventar a roda

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23 de fevereiro de 2012 | Publicada na Edição N° 9457 do Diário Catarinense

 Sérgio da Costa Ramos

  • Reinventar a roda

    Falta pouco. Talvez uns dois anos de boas vendas das 23 montadoras de veículos existentes no país para que alcancemos o verdadeiro labirinto urbano.

    Fôssemos uma cidade com planejamento e a tal da “vontade política” – com administrações capazes nos três níveis de poder federativo –, teríamos um rodoanel para retirar o trânsito “expresso” das vias de acesso citadino. E corredores urbanos para o BRT, o ônibus rápido, um serviço de transporte marítimo de massa e pelo menos mais duas pontes e uns três túneis. Um ligando o Centro à universidade, “tatuzando” o Morro do Antão. Outro “furando” o Morro do Padre Doutor e ligando o Itacorubi à Lagoa da Conceição. E um terceiro, submarino, ao lado das pontes, como os túneis que ligam Kowloon a Hong Kong e Nova York a Nova Jersey.

    Todo mundo quer mais mobilidade. Eu também quero. Quanto mais ciclovias, melhor. Mas para os ciclistas não serem “tragados” pelo trânsito perverso do bicho-automóvel, esta praga tem que ser domesticada. Com alternativas do transporte coletivo de qualidade e a “alternância” para vias privativas das “duas rodas”.

    Será preciso criar a cultura da ciclovia, zelar pelo direito dos ciclistas e dar-lhes, nas novas pistas, um lugar seguro – nada a ver com essas “tachinhas” espalhadas em ruas apertadas, improvisadas ciclovias em meio à lei da selva de um trânsito pesado e desvairado.

    Se ainda precisamos conviver com os automóveis, necessitamos de duas coisas: limites e ordenamento na ocupação do solo.

    – Com o inchamento da zona continental e a caotização da Ilha – diagnosticou o falecido arquiteto Luiz Felipe da Gama D’Eça –, criou-se um grande desequilíbrio, que estimula os conflitos de uso e a desordem, ampliando o atrito urbano, hoje responsável pela deterioração do sistema viário.

    Ao invés da regulação de um plano diretor, o que vimos nos últimos anos foi uma “força-tarefa” na Câmara Municipal modificando zoneamentos e ampliando gabaritos de edifícios. Ou seja: chocando o verdadeiro “ovo da serpente” – que já se traduz num caos anunciado para muito breve.

    E o que é que chega (e se multiplica) com a construção de um grande edifício em bairros já mais do que saturados? “Ele”, claro, o automóvel…

    Esse “bicho” pode não ser um animal domesticável. Mas existe. Move-se e reage a estímulos externos, governados por este Homo transitus, que nada tem de cordial.

    Com uma mão, os governos dos estados têm disputado o “privilégio” de conceder incentivos fiscais a montadoras de veículos. Com a outra, entregam ao automóvel o trânsito já caótico das cidades de pequeno e médio porte – já que as megalópoles há muito se transformaram na Babel da Bíblia.

    Florianópolis parece estar vivendo o momento da grande encruzilhada. A hora de enfrentar o automóvel. Para isso, terá que planejar o transporte urbano de massa, construir túneis e vias expressas – fundados num plano diretor com força de lei.

    É chegada a hora de “reinventar a roda”. Os engarrafamentos já chegaram à porta das garagens e não há espaço para mais rodas nas ruas.

    Floripa, sendo uma ilha, precisa voltar seus olhos para o Mare Nostrum (saúde, Salim Miguel!), se é que deseja continuar exercendo o seu direito legal de ir e vir.

Written by danielbiologo2

fevereiro 26, 2012 at 12:17 pm

Publicado em Textos recebidos

A saga dos ciclistas…..

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20 de fevereiro de 2012

A SAGA DOS CICLISTAS

Por um trânsito mais democrático

Em 41 dias, foram registrados três acidentes envolvendo bicicletas na Capital, duas pessoas morreram e duas ficaram feridas

Ele pedala desde os seis anos de idade e se considera um bicicleteiro. Há 30 anos, Luiz Carlos Pereira, hoje com 54 anos, vai trabalhar de bicicleta. Todos os dias, ele faz o trajeto de 28 quilômetros, ida e volta, entre sua casa, no Campeche, Sul da Ilha e o Hospital Universitário, na Trindade, onde gerencia resíduos. Pereira só pega ônibus quando chove.

O carro, deixa na garagem. Assim como ele, muitos ciclistas querem garantir o direito de ocupar um espaço nas ruas. Mas pedalar na Ilha está cada vez mais arriscado. Desde o dia 3 janeiro, duas pessoas foram atropeladas e morreram na Capital.

– Uma lata de 1,2 mil quilos para carregar um corpinho de 60 quilos é uma estupidez ecológica. É muito gasto de energia para pouco movimento – afirma Pereira em defesa dos ciclistas.

Para ele, a bicicleta é uma academia física e espiritual. Suas reflexões são interrompidas quando ele precisa encarar a SC-405, no Sul da Ilha.

– Não tem ciclovia, os carros andam em alta velocidade e vão em cima da gente. Tenho várias cicatrizes de acidentes. O trânsito reflete a desumanização que a sociedade vive hoje. Potencializa o lado egoísta e estressado que existe dentro de cada um de nós– conta o bicicleteiro.


Ana Martins conta que já ouviu desaforos de motoristas de carros quando pedala em meio ao trânsito, frases como “vá para a calçada” e “bicicleta é confusão”. Ela faz parte do grupo de ciclistas Duas Rodas, que conta com mais de 400 pessoas cadastradas, em Florianópolis. André Piva, um dos fundadores do grupo, afirma que falta infraestrutura adequada. Para ele, as ciclovias são iniciativas bem-vindas, mas elas não impedem os riscos. Além de pequenas, não oferecem segurança, não fazem ligações com todas as regiões e, muitas vezes, são apenas uma faixa pintada no chão.

– Com a falta de ciclovias em muitas regiões, acabamos usando o acostamento das rodovias. Nem andar em estradas secundárias é viável porque em alguns locais da Ilha não existem estradas menores que sirvam como opção. Quem vem do Centro e quer ir para o Norte da Ilha, por exemplo, tem que enfrentar a movimentada SC-401, e não tem escolha – afirma.

Piva lembra que quando o grupo começou, em 2005, era difícil ver uma bicicleta fora da Avenida Beira-Mar. Mas que esta realidade vem mudando, aos poucos. Antes o grupo se reunia uma vez por semana, hoje eles pedalam de segunda a sábado.

– Os ciclistas ainda se deparam com motoristas que desconhecem as leis e estão acostumados a pensar, sem razão, que as ruas são só para os carros. O código nacional de trânsito estabelece que os motoristas mantenham um metro e meio de distância dos ciclistas, mas será que algum motorista já foi multado por não respeitar esta distância? – questiona.

Retirado do Diário Catarinense de 20 de fevereiro de 2012.


Written by danielbiologo2

fevereiro 20, 2012 at 10:25 am

Bicicletas fantasmas alertam sobre mortes no trânsito

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Ciclistas se reúnem para protestar contra a insegurança no trânsito

Janine Turco/ND

Ciclistas foram até a SC-401 para protestar contra mortes e pedir ciclovias

Centenas de ciclistas se reuniram na pista de skate em frente ao Shopping Iguatemi, no bairro Trindade, em Florianópolis, para protestar contra a violência no trânsito. Em 2012, dois ciclistas morreram atropelados.

A bicicletada seguiu pela avenida Madre Benvenuta até o km 18 da SC 401, onde Emilio Delfino de Souza, 22, foi morto, no domingo (5). No local os manifestantes deitaram as bicicletas, fizeram uma oração e penduram no poste de luz uma bicicleta fantasma – pintada de branco – para protestar contra o atropelamento.

Daniel de Araújo Costa, presidente da Viaciclo (Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis), e um dos organizadores do evento, salienta que “andar de bicicleta não é perigoso. O risco são as infrações cometidas no trânsito”.
(” Andar de Bicicleta nâo é perigoso, perigoso é como se permite dirigir motorizados em nosas ruas.”)

Uma das reclamações do grupo é a falta de fiscalização da Lei Seca – que estabelece um limite legal para o consumo de álcool. Os dois motoristas responsáveis pelos acidentes estavam embriagados. “Quando pedalava para cá, jovens jogaram uma garrafa de uísque pela janela do carro. Não há controle”, complementa Daniel.
(Pouco antes de entrar na SC-405, enquanto pedalava até o ponto de encontro, fui ultrapssado por um audi que poucos metros a minha frente lançaram uma garrafa de uísque na via, enchendo de cacos de vidro. É frequente e abundante garrafas e latas de cerveja ao longo das ruas de Floripa.)

Domingo (12) haverá uma nova concentração no trevo de Canasvieiras, para instalar a bicicleta fantasma em homenagem à segunda vítima do trânsito, o argentino Hector Galeano, 54. Ele foi atingido em janeiro, na ciclofaixa da SC 401, por um Peugeot 206 em alta velocidade, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

Retirados do ND Online, link aqui.

Os trechos em negrito são minhas complementações.

Written by danielbiologo2

fevereiro 13, 2012 at 7:27 pm

Não foi acidente, mais sangue no asfalto!!! ACORDA SOCIEDADE!!!

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Replicando a “carta” de um amigo Médico, Ciclista, Pai. Mais um “desabafo”, que de uma forma ou de outra é o sentimento de todos os integrantes do trânsito em Floripa.
Nosso trânsito é hoje o maior desatsre sócioambiental que assola nosso Estado. Mortos e feridos, muitos aleijados para toda uma vida e de menor importãncia, mas que afeta a todos, é o custo financeiro que resulta destes sinistros de trânsito. Em Santa Catarina 94% dos chamados acidentes de trãnsito, não são acidentes, são sinistros de trânsito que poderiam ser evitados somente ao respeitar nosso Código de Trânsito. é fundamental acabar com esta IMPUNIDADE instaurada em nossa Sociedade, não temos mais como tolerar e aceitar embriagados dirigindo(?) motorizados, assassinando pedestres, Ciclistas e outros integrantes do trânsito.

Mas, antes de serem Leis, é uma questão de RESPEITO À VIDA e ao BOM SENSO.

ACORDA SOCIEDADE!!!

Gostaria  manifestar minha opinião frente aos acontecimentos trágicos que recentemente estão assombrando todos nós, colegas ciclistas, mais especificamente ao atropelamento seguido de morte do colega ciclista Emílio D. C. de Souza e que também seria colega de profissão.

      Em meio às inúmeras opiniões, na sua maioria expressadas por e-mail que tenho lido diariamente, tenho visto sentimentos de revolta, inconformismo, medo e insegurança, o que não poderia ser diferente frente à brutalidade do modo que foi abreviada a vida de Emílio.

      Embora não conhecesse pessoalmente Emílio e a maioria de nós também não, garanto que todos estão sofrendo, de um modo ou de outro, com pensamentos incertos e noites mal dormidas, sem saber o que fazer.

      Afinal nesse mundo tão injusto, tão desonesto, com tanto tempo  dedicado ao trabalho e tão pouco tempo para lazer, todos nós usamos a bicicleta como um verdadeiro remédio para nos acalmar e amenizar essa loucura do dia a dia. Todos nós sentimos uma imensa alegria nas pedaladas, nas conversas, nas novas amizades, nas aventuras das noites do meio de semana e nos dias dos fins de semana, mesmo nas quedas e nos pequenos acidentes corriqueiros, que somente nos fazem rir ainda mais.

      Agora esse sentimento de alegria se inverteu. Será que estão roubando de nós até a alegria de pedalar. Será que não poderei mais pedalar com meu amigos? Não poderei mais rir com os tombos dos outros, ou mesmo dos meu tombos? Será que não poderei mais levar mais meus filhos para o pedal tão esperado da semana? Tenho dois filhos, um de 15 e outro de 18 anos (quase a idade do Emílio), que estão começando a gostar das aventuras das pedaladas.

       O que fazer? Deixar a bicicleta de lado e passar esse tempo vendo TV?

      Tenho certeza que, embora difícil, devemos transformar esses sentimentos que nesse momento nos angustiam em algo de positivo. Vamos demonstrar esse inconformismo numa grande manifestação positiva, numa bicicletada no fim de semana. Independente do grupo a que pertencemos, Cicles Hoffmann, Duas Rodas, Floripa Bikers, ou mesmo se não pertencemos a nenhum grupo, vamos pedalar e convidar todos que possuem bicicleta para participar dessa homenagem aos colegas que tão trágica e precocemente se foram.

      Vamos nos unir e mudar essa realidade! Vamos mostrar que levaram nossos amigos, mas não podemos deixar que levem nossa alegria! Vamos pedalar todos juntos e mostrar a nossa força. Temos que transformar esse momento em algo positivo, afinal, como já cantou Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

Waltamir Horn Hülse, integrante do DuasRodas MTB Floripa

BICICLETA

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Adoro este vídeo……

Written by danielbiologo2

fevereiro 4, 2012 at 11:52 am