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Não foi acidente, mais sangue no asfalto!!! ACORDA SOCIEDADE!!!

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Replicando a “carta” de um amigo Médico, Ciclista, Pai. Mais um “desabafo”, que de uma forma ou de outra é o sentimento de todos os integrantes do trânsito em Floripa.
Nosso trânsito é hoje o maior desatsre sócioambiental que assola nosso Estado. Mortos e feridos, muitos aleijados para toda uma vida e de menor importãncia, mas que afeta a todos, é o custo financeiro que resulta destes sinistros de trânsito. Em Santa Catarina 94% dos chamados acidentes de trãnsito, não são acidentes, são sinistros de trânsito que poderiam ser evitados somente ao respeitar nosso Código de Trânsito. é fundamental acabar com esta IMPUNIDADE instaurada em nossa Sociedade, não temos mais como tolerar e aceitar embriagados dirigindo(?) motorizados, assassinando pedestres, Ciclistas e outros integrantes do trânsito.

Mas, antes de serem Leis, é uma questão de RESPEITO À VIDA e ao BOM SENSO.

ACORDA SOCIEDADE!!!

Gostaria  manifestar minha opinião frente aos acontecimentos trágicos que recentemente estão assombrando todos nós, colegas ciclistas, mais especificamente ao atropelamento seguido de morte do colega ciclista Emílio D. C. de Souza e que também seria colega de profissão.

      Em meio às inúmeras opiniões, na sua maioria expressadas por e-mail que tenho lido diariamente, tenho visto sentimentos de revolta, inconformismo, medo e insegurança, o que não poderia ser diferente frente à brutalidade do modo que foi abreviada a vida de Emílio.

      Embora não conhecesse pessoalmente Emílio e a maioria de nós também não, garanto que todos estão sofrendo, de um modo ou de outro, com pensamentos incertos e noites mal dormidas, sem saber o que fazer.

      Afinal nesse mundo tão injusto, tão desonesto, com tanto tempo  dedicado ao trabalho e tão pouco tempo para lazer, todos nós usamos a bicicleta como um verdadeiro remédio para nos acalmar e amenizar essa loucura do dia a dia. Todos nós sentimos uma imensa alegria nas pedaladas, nas conversas, nas novas amizades, nas aventuras das noites do meio de semana e nos dias dos fins de semana, mesmo nas quedas e nos pequenos acidentes corriqueiros, que somente nos fazem rir ainda mais.

      Agora esse sentimento de alegria se inverteu. Será que estão roubando de nós até a alegria de pedalar. Será que não poderei mais pedalar com meu amigos? Não poderei mais rir com os tombos dos outros, ou mesmo dos meu tombos? Será que não poderei mais levar mais meus filhos para o pedal tão esperado da semana? Tenho dois filhos, um de 15 e outro de 18 anos (quase a idade do Emílio), que estão começando a gostar das aventuras das pedaladas.

       O que fazer? Deixar a bicicleta de lado e passar esse tempo vendo TV?

      Tenho certeza que, embora difícil, devemos transformar esses sentimentos que nesse momento nos angustiam em algo de positivo. Vamos demonstrar esse inconformismo numa grande manifestação positiva, numa bicicletada no fim de semana. Independente do grupo a que pertencemos, Cicles Hoffmann, Duas Rodas, Floripa Bikers, ou mesmo se não pertencemos a nenhum grupo, vamos pedalar e convidar todos que possuem bicicleta para participar dessa homenagem aos colegas que tão trágica e precocemente se foram.

      Vamos nos unir e mudar essa realidade! Vamos mostrar que levaram nossos amigos, mas não podemos deixar que levem nossa alegria! Vamos pedalar todos juntos e mostrar a nossa força. Temos que transformar esse momento em algo positivo, afinal, como já cantou Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

Waltamir Horn Hülse, integrante do DuasRodas MTB Floripa

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2 Respostas

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  1. Essa reflexão do colega Waltamir é muito boa e reflete o que todos estamos sentindo. Também publiquei no blog!

    Abraço e até sábado no pedal de homenagem aos ciclistas da SC-401!

    fevereiro 8, 2012 at 4:00 pm

  2. […] A rodovia mais perigosa de Santa Catarina para quem anda de bicicleta é a SC-401, em Florianópolis. Nos seus 20 quilômetros não há espaço exclusivo para os ciclistas circularem. A duplicação do trecho entre os bairros Jurerê e Canasvieiras (o último a ser ampliado) contemplou apenas a pintura de ciclofaixas. Segundo usuários, no entanto, a sinalização não garante segurança. Nos primeiros seis meses do ano, oito ciclistas ficaram feridos e dois morreram na estrada. […]


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