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Pedalada Pelada em Florianópolis.

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“Você aí parado, vem pedalar pelado”, esse era o convite que faziam os vários adeptos da Pedalada Pelada pelas ruas de Florianópolis neste sábado. Aproximadamente 300 pessoas participaram da manifestação para demonstrar a insegurança enfrentada pelos ciclistas. O nu foi considerado uma forma de representar a falta de proteção que sentem quando transitam pelas ruas da cidade.

A versão brasileira do movimento internacional World Naked Bike Ride (WNBR) reuniu na Capital, pessoas bem humoradas que de uma maneira irreverente deixaram de lado a timidez em nome da tão sonhada segurança no trânsito. Eles representavam ciclistas e pedestres sufocados pelos milhares de carros que circulam nas vias públicas.

Um dos organizadores, o biólogo Daniel Costa, recepcionou a todos, e ao confirmar o percurso da pedalada, alertou a todos sobre a necessidade de respeitar o Código Nacional de Trânsito.

— Estamos aqui para representar os 70% das pessoas que moram nas maiores cidades do Estado e que não usam a bicicleta como meio de locomoção por não se sentirem seguras. 

O servidor público, Luís Carlos Pereira, 54 anos, usa a bicicleta todos os dias para ir trabalhar e não considera a ação um protesto. Para ele valorizar o corpo, que é a máquina que move a bicicleta, é uma comemoração.

— As pessoas precisam entender a importância da nossa força, do nosso corpo. Eu luto não só hoje, mas todos os dias quando saiu para o trabalho com minha bicicleta com um percurso de 32 minutos. Mesmo sem condições adequadas eu não deixo de utilizar este recurso.

A estudante de história, Gabriela Griemm, 20 anos, foi motivada a participar depois de ter conhecimento, através da internet, do movimento mundial.

— Acho que é um ponto de partida para nossa cidade ingressar nesta causa séria e questionada por pessoas do mundo todo. Pensei por que não participar se uso minha bicicleta todos os dias e várias vezes fui surpreendida por motoristas imprudentes?

O movimento foi organizado pelo grupo Bicicletada Floripa, que criou um evento público na rede social Facebook para divulgar e convidar o maior número de pessoas possíveis para participar. No sábado 241 pessoas havia confirmado presença no evento. Entre os presentes algumas pessoas foram apoiar o movimento mesmo sem bicicleta. O casal Saul e Valéria Morvan, 40 anos, vieram de Biguaçu. Eles gostariam de poder andar de bicicleta mas preferem não arriscar.

— Infelizmente não dá para pedalar com as condições que dispomos atualmente. Já tivemos bicicletas e vendemos por que não tinha mais como usar. Nossos filhos de 20 e 16 anos também não andam mais, acho muito perigoso — explica Valéria.

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Written by danielbiologo2

março 11, 2012 às 11:25 am

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