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Archive for abril 2012

Projeto: Acesse sua cidade.

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Para ver a publica’vcão original, clique AQUI.

Written by danielbiologo2

abril 22, 2012 at 5:53 pm

Publicado em Publicado por aí...

Pedale pelo bem-estar….

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É impossível caminhar pelas ruas de Amsterdã, capital da Holanda, sem se deparar com dezenas de ciclistas em todos os lugares. Algo semelhante acontece em Copenhague, na Dinamarca. No Brasil, porém, menos de 20% da população utiliza a bicicleta como meio de transporte, cerca de 30 milhões de pessoas segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

Mas, o movimento a favor da famosa magrela não para de crescer nas grandes metrópoles. Quem já aderiu não hesita ao explicar as vantagens: pedalar traz mais saúde, mantém a boa forma, é uma prática sustentável e, o melhor de tudo: a sensação de bem-estar é indescritível.

Hilariana Vieira da Rocha, ou Hila, 54 anos, usa a bicicleta como transporte em Florianópolis há sete anos. Para ir e voltar do trabalho são 16 quilômetros. Aos finais de semana, costuma pedalar 80 quilômetros. “Continuo tendo carro, mas dou preferência à bike. Descobri que é o veículo mais inteligente que existe, basta deixar a preguiça de lado”, afirma. “Sinto-me mais livre, em contato com as coisas e pessoas ao meu redor.”

Daniel de Araujo Costa, 43 anos, presidente da ViaCiclo, ONG que luta pela conscientização e respeito aos ciclistas em Florianópolis, diz que ir de bike é uma forma de humanizar o espaço urbano. “Pedalar te faz perceber o caminho de forma diferente. A sensação de liberdade e o contato tão próximo com tudo ao redor transformam os caminhos em um ato de prazer”.

Seu corpo agradece

Segundo a Rede Embarq, grupo de organizações focadas em transporte, quem pedala tem 50% menos chances de desenvolver doenças cardíacas coronárias, diabete adulta e obesidade, além de 30% a menos de se tornar hipertenso. A bicicleta ainda alivia os sintomas da osteoporose, depressão, estresse e colesterol, além de estimular os músculos e o sistema imunológico.

Original publicado no Blog Angeloni, para ver clique, aqui.

Written by danielbiologo2

abril 22, 2012 at 5:34 pm

Hino de Santa Catarina.

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Hino de Santa Catarina.

Corria o ano de 1859. Horácio Nunes Pires, com quatro anos, junto a seus pais Amphilóquio e Henriqueta, mudou da capital federal para Lages. Seu pai foi eleito deputado estadual por duas vezes, em 1860 e 1876, e foi fundador de um colégio em Florianópolis. Seu avô, Feliciano Nunes Pires, nascido na Lagoa da Conceição em 1785, patrono da cadeira 9 da Academia Catarinense de Letras, fundou a Polícia Militar em 1835 e a Tesouraria da Fazenda, quando foi presidente da Província de Santa Catarina (1831-1835) e do Rio Grande do Sul, conjuntamente. Conta a história que Feliciano replantou a Figueira da Praça XV. Depois de estudar na escola de seu pai em Lages, veio, aos 11 anos, para Desterro. Aos 13, escreveu seu primeiro poema, Sinphonia. Foi oficial da Secretaria da Província e da contabilidade do Tesouro, bem como diretor literário das escolas Normal e de Instrução Pública, e, ainda, inspetor-geral de Ensino. Casou-se com Flora Paulina da Silva em 1876 e teve oito filhos. Horácio era republicano, porém foi como teatrólogo, romancista, poeta, tradutor, jornalista e professor que se destacou. Sua obra mais conhecida é o Hino Oficial de Santa Catarina. Faleceu em 1919, em Florianópolis, sepultado com honras ilustres, contrariando sua vontade testamentária de simplicidade. O legado de Horácio Nunes Pires enaltece SC. Nosso hinodeve ser valorizado por seus ideais de bravura, liberdade, igualdade, justiça e fraternidade, e não mudado sob o sabor do discurso oportunista de atores políticos e sociais. Afinal, não é bom remover os marcos antigos (Prov. 22.28).

*por Ezequiel Pires, PROCURADOR DO ESTADO E MESTRE EM DIREITO PELA UFSC

 Publicado no DC do dia 18 de abril de 2012

Written by danielbiologo2

abril 18, 2012 at 5:36 pm

OS INCOMODADOS QUE SE MUDEM !

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Merece uma reflexão aprofundada os episódios que envolvem vizinhos em conflito por causa do barulho, como o DC registrou no dia 11, quando noticiou o caso de uma igreja de Herval DOeste condenada a pagar R$ 5 mil por perturbação da paz. Sentindo-se perturbados por barulho de festas ou carros em alto volume, tem sido comum os incomodados recorrerem à Justiça para fazer cumprir a Lei do Silêncio, a legislação que dispõe sobre medidas para impedir ou reduzir a poluição proveniente de sons e ruídos excessivos. Até aí tudo normal, um conflito comum nos centros urbanos encaminhado para a solução judicial. Em Porto Alegre, onde reside o ex-jogador corintiano Jô, atualmente vinculado ao Internacional, despertou a curiosidade a indignação da opinião pública a manifestação do atleta sobre o incidente: Quem estiver incomodado que se mude, sentenciou, evidenciando mentalidade egoísta e incompatível com a convivência civilizada.

Infelizmente, não se trata de uma visão isolada. A desconsideração com o próximo é muito mais comum do que pode sugerir este episódio envolvendo um personagem de grande visibilidade devido à atividade que exerce. O problema no caso não é o atleta, é o comportamento que ele simboliza. Veranistas do litoral, moradores de bairros menos sofisticados, vizinhos de casas noturnas enfrentam com muita frequência os dissabores do barulho insuportável. A tecnologia do som proporcionou aos indivíduos o poder de destruir a tranquilidade alheia – e muitas pessoas não hesitam em utilizá-lo.

Mas as manifestações cotidianas de incivilidade não se restringem ao universo dos ruídos. No trânsito, onde as pessoas são obrigadas a compartilhar espaços, elas aparecem no desrespeito às faixas de segurança e aos semáforos, na disputa por vagas em estacionamentos públicos, nas infrações diversas e até em reações criminosas contra a fiscalização. Os “jôs” de todos os dias e em todas as cidades furam filas, jogam lixo na rua, pixam paredes, usam os cotovelos para chegar na frente e consideram-se no direito de cometer pequenas transgressões para levar vantagem.

Incivilidades nem sempre são delitos, mas são atos que rompem as regras elementares da vida social. Quebram o pacto social de relações humanas. Quando proliferam numa sociedade, instaura-se um sentimento de abandono do espaço público e de desamparo pessoal – e as vidraças quebradas, como comprova a célebre teoria da impunidade, estimulam o descaso, a repetição de delitos, a falta de confiança nas instituições e a anarquia.

Como se atenua este mal da civilização, causado pelo egoísmo e pela falta de solidariedade? Evidentemente que com educação. As leis, a vigilância das autoridades, as punições para os infratores também funcionam, mas o principal antídoto para a intolerância continua sendo a educação familiar e escolar, especialmente quando centrada numa cultura de paz e no estímulo à convivência humanitária.

Publicado do DC de 15/04/2012.

Written by danielbiologo2

abril 15, 2012 at 3:18 pm

Publicado em Textos recebidos

Uma injustiça amparada pela lei. Ou Um sonho destruído em nome da lei. Ou Vandalismo legal.

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Uma injustiça amparada pela lei.

Ou

Um sonho destruído em nome da lei.

Ou

Vandalismo legal.

Todos esses títulos ilustram o que ocorreu nos dois últimos dias no Porto da Lagoa. O campo da Sociedade Esportiva Palmeiras, ou simplesmente Palmerinhas, como os moradores carinhosamente apelidaram,  foi invadido e destruído por máquinas e homens-máquinas protegidos por escolta policial. Um ato de violência e selvageria que revoltou os pacíficos moradores da Comunidade assim mesmo, com “C” maiúsculo. Desde que me mudei pra cá (sou haule) em 2001 fui muito bem recebido pelos “nativos”. Como forma de demonstrar sua receptividade fui convidado a jogar no Palmerinhas, cujo campo fica no final da rua onde moro. Afinal, “o esporte faz amigos”, uma verdade que o “poder público” gosta de utilizar em campanhas políticas.  Joguei durante todos esses anos e entendi que o futebol, as pessoas, o campo e seu entorno são uma coisa só. Uma Comunidade, um Todo. E esse Todo é alimentado pela ligação entre suas partes. É mantido e preservado através, de sonhos, esperanças, amor, anseios e, claro, trabalho. Mas e o Palmerinhas? É a concretização de tudo isso. Surgiu de um sonho e tornou-se realidade através da união das pessoas através do amor, da esperança, da amizade e, é claro de muito trabalho. Um trabalho que começou há 50 anos, em 1962, quando o terreno era alagado e foi cedido aos moradores para que utilizassem como campo de futebol. Essas pessoas aterraram, gramaram e aos poucos transformaram aquele alagado no estádio AMAC (André, Manoel, Amauri, Cicilliano), nome dado em homenagem àqueles que iniciaram a concretização do sonho. Tudo isso é história. Já faz parte da cultura da comunidade. E aqueles que hoje integram a diretoria do Palmerinhas, pessoas jovens, têm orgulho em levar o nome do clube adiante e não se importam em perder as manhãs de sábado cortando grama ou pintando as marcações do campo com cal. Mas hoje, dia 10 de abril de 2012, o campo foi esburacado, as traves derrubadas, os vestiários demolidos e brita espalhado pelo campo para “garantir que não haja a menor possibilidade de que alguém venha a jogar bola no campo” – palavras do advogado que preparou a ação que reintegração de posse. Não vou descrever aqui como a situação chegou a esse ponto. Um longo processo cheio de equívocos culminou com a cena patética que presenciamos hoje: dezenas de Moradores da Comunidade esbravejando, sofrendo sem poder fazer nada, enquanto os tratores e homens (até crianças!) munidos de pá e picareta destruíam um sonho. Tudo isso sob “proteção” de policiais militares armados e preparados para o “combate”. O combate não veio, os gritos ecoaram no vazio e não chegaram nos ouvidos daqueles que deveriam trabalhar em proveito dos interesses da maioria. A cena não foi totalmente novidade pra mim, e apesar disso, ou talvez por isso mesmo me emocionei. Cresci em São Paulo jogando em campos de várzea, e presenciei o desaparecimento de todos, substituídos por condomínios e shopping centers. Hoje minha cidade natal tenta reverter o processo de desumanização, retomando os espaços para as pessoas. Será que Florianópolis vai ter que trilhar o mesmo caminho de ida e volta? Não seria mais fácil parar agora e preservar o que já temos?

É pra se pensar.

Por G. R. (morador do Porto da Lagoa)

Que quiser saber mais sobre o processo acesse o site: http://palmerinhas.blogspot.com.br/