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Archive for dezembro 2012

Derramamento de óleo na Tapera/Ilha de Santa Catarina

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A Gestão do risco de desastre ambiental, não pode ser tratado como aconteceu com este grave óleo isolante no curso d'águafato. A gestão envolve o antes também, não é possível deixarmos, neste caso uma subestação, abandonada com materiais perigosos e contaminantes pois cedo ou tarde o desastre ocorrerá. A prevenção é muito mais eficiente e barata, muitas vezes evitamos o desastre. Ao mesmo tempo também precisamos de mais equipamentos e treinamento (agilidade) para combater e remediar o problema, no caso aqui o derramamento de óleo isolante, que vazou por aproximadamente mais de um mês, contaminando uma área bem extensa e ainda sem dados que comprovem que o mar, as criações de ostras e os peixes da região não foram afetados.

Vazamento de óleo na Tapera ameaça mangue da região

Os 12 mil litros de óleo que vazaram de transformadores já teriam contaminado o solo

Um vazamento de aproximadamente 12 mil litros de óleo de transformadores de centro de treinamento desativado da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), na Tapera, no Sul da Ilha, mobilizou na tarde desta quarta-feira (19) Bombeiros, Defesa Civil e Fatma (Fundação do Meio Ambiente). O óleo que estaria vazando há mais de uma semana no local, que hoje pertence à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), já teria atingido o lençol freático, dois córregos próximos ao local e existe risco de chegar ao mangue. Alguns animais, como cobras, foram encontrados mortos nas imediações.

contenção   Subestação "abandonada".
Fotos: Daniel de Araújo Costa, feitas dia 21/12/12

Segundo o comandante de área dos Bombeiros que está no local, tenente Fernando Ireno, o foco neste momento é conter a propagação do óleo. Ainda não se sabe se é de origem mineral, que não ofereceria tantos riscos ao meio ambiente, ou ascarel considerado altamente tóxico e derivado do petróleo. “A princípio se trata de óleo mineral, mas não podemos afirmar. A Fatma recolheu uma amostra para avaliação”, explicou.

Boias estão sendo colocadas pelos bombeiros nos córregos afetados para impedir que a grande quantidade de óleo chegue ao mangue. A drenagem do solo também está sendo realizada. “Inicialmente vamos tratar da contenção do vazamento para depois buscarmos uma alternativa para remover todo este óleo. Ainda não podemos precisar a magnitude dos estragos”, contou Ireno.

Os bombeiros retomam os trabalhos de contenção nesta quinta-feira. Há possibilidade de que a produção de ostras e mariscos da região seja prejudicada.

Furto de peças de cobre teria originado vazamentoO furto de peças de cobre de transformadores teria dado início aos vazamentos, segundo informações preliminares dos Bombeiros. “Tem uma peça que fica na parte de trás dos transformadores, conhecida como bujão, e ela foi retirada. Este óleo pode estar vazando há uma semana ou até mesmo há um mês. Só ficamos sabendo nesta terça-feira”, relatou o tenente.

Bujão retirado   P1000019
Fotos: Daniel de Araújo Costa, feitas dia 21/12/12

O local onde ocorreu o vazamento era um centro de treinamento da Celesc e foi permutado pelo Governo do Estado em projeto de ampliação do aeroporto Hercílio Luz. A área hoje pertence à UFSC, segundo a assessoria de comunicação da Celesc. A Agecom (Agência de Comunicação da UFSC) foi contatada e ficou de se manifestar sobre o assunto.

Força-tarefa tenta conter o óleo na Tapera

Órgãos públicos tentam minimizar estragos do vazamento

Há um mês o vigia da subestação da Celesc, no bairro Tapera, registrou no seu relatório que ladrões arrancaram os registros de cobre dos tanques TT1, TT2 e L2D, mas nenhum fiscal da empresa passou por aquelas bandas. O resultado é o vazamento, que poderia ter sido evitado, de 11,6 mil litros de óleo tóxico, que através da vala de drenagem atingiu o mangue e se espalha pelas águas Baía Sul. Há risco que as fazendas de maricultura e os peixes sejam contaminados.

O solo também foi atingido, plantas e animais mortos estão sendo recolhidos para estudo. A vizinhança se queixa de dores de cabeça, nos olhos e náuseaOs óleos servem para resfriar os oito transformadores de energia. Os galões que abasteceram os tanques estão empilhados no local. O que representa na concepção de Daniel Araújo Costa, fiscal da Fatma (Fundação do Meio Ambiente), a primeira negligência. A segunda é o abandono do lugar. O terreno foi cedido para UFSC em troca de uma área próxima ao aeroporto. Funcionários da Celesc afirmam que o acesso ao local tem sido dificultado. A equipe da UFSC revida alegando que não podem ser responsabilizados. Ninguém se pronuncia oficialmente.

tonéis de óleo       transformador sem o bujao
Fotos: Daniel de Araújo Costa, feitas dia 21/12/12

No ar há um forte cheiro de óleo. Sob as águas uma textura crespa e alaranjada. Desconhece-se o potencial venenoso do óleo, mas Daniel Costa alerta: “um litro de óleo de cozinha, que não é tóxico, contamina milhares de litros d’água. Esse dano foi muito sério e irreversível”.

Para minimizar os estragos, a Celesc contratou a empresa Ecosorb, que com apoio de boias tenta centralizar o óleo para iniciar o processo de sucção – que levará três dias. Os órgãos públicos integram uma força-tarefa.

A empresa divulgou comunicado informando que está tomando todas as providências para o processo de biorremediação da área atingida por vazamento de óleo de transformadores instalados no bairro Tapera, em Florianópolis. Segundo a assessoria de imprensa, a equipe está e continuará trabalhando até que todo resíduo seja retirado.

Dois caminhões tanque estão fazendo a sucção da água contaminada pelo óleo e depois irão armazenar em reservatórios de 10 mil litros para separação da água e óleo. De acordo com o comunicado, o vazamento ocorreu por ato de vandalismo e tentativa de furto.

Preocupação com a fauna da Baía Sul

Na tarde de sexta-feira, Fatma e Vigilância Sanitária recolhiam amostrar das águas, que serão analisados no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina), de Blumenau. A grande preocupação das equipes é que a fauna da Baía Sul seja contaminada. O monitoramento no mar exige mais recursos.
foz do curso d'água
Região da foz do curso d’água no qual, foi verificado o derramamento de óleo isolante.

Foto: Daniel de Araújo Costa, feita dia 21/12/12

P1000035 curso d'água a jusante do derramamento.
Manguezal próximo ao litoral e curso d’água na jusante do local do derramamento de óleo, com pouca presença visível do óleo.             

Fotos: Daniel de Araújo Costa, feitas dia 21/12/12

Bombeiros e Defesa Civil deram apoio à ação. Cerca de 20 pessoas trabalhavam na subestação, enquanto os moradores espiavam o vai-e-vem. A família de dona Severina Maria dos Santos, 72, está com dores de cabeça. “Não consigo dormir, estou tomando comprimidos e chás, mas o cheiro é muito forte”, reclama. Para neta Franciele, 10, tem dado leite para “desintoxicar”.

Written by danielbiologo2

dezembro 23, 2012 at 3:27 pm

Publicado em Meio Ambiente

Segunda ao trabalho no pedal.

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pedalandoSegunda feira, 10 de dezembro, preciso estar cedo no centro, só que é em um horário que basicamente as ruas ficam entupidas de carros e  motos, ou seja,  se for de ônibus ou carro não chegarei na hora ou terei que sair muito cedo e ficar a toa pelo centro. Vou de bicicleta e assim vou curtindo o caminho que é feito em pouco menos de uma hora, de carro ou de ônibus sem congestionamento faria em 40min.
Acordei tomei um copo d´água calibrei os pneus e parti de casa as 6:20, pedalando sem pressa mas muito atento pois ainda com trechos com pouco movimento de automotores, temos o mal e ignorante costume de MALtoristas de transitar em alta velocidade, é o que incomoda e preocupa pedestres e ciclistas. Motorizados de grande porte são ainda piores pois na certeza da IMPUNIDADE metem a mão na buzina muitos ainda aceleram e não desviam, fazem questão de passar raspando, causando um risco e um estresse desnecessário.
Pedalando pela incompetência viária chamada de SC 405, notamos que as pesaoas não são prioridade, apenas os motorizados tem seu caminho, seu direito mais ou menos garantido de transitar e, ao pedalar por ela passam em alta velocidade desrespeitando o CTB, principalmente os Art. 201 e 220. Fui pedalando próximo a linha branca, ora de um lado dentro da faixa e outra pelo lado de fora, mas sempre com muito detrito, sujeiras, areia e um grave problema comportamental de uma boa parcela de pessoas, um fato preocupante de uma IMPUNIDADE instaurada, é a absurda quantidade de cacos de vidro 90% proveniente de garrafas de cerveja, muitas atiradas pelas janelas de carros que transitam pelas vias de Floripa. Este problema é muito sério pois indica claramente que há um significativo número de pessoas que dirigem sob influência de bebida alcoólica. E cacos de vidro de garrafas de cerveja, principalmente, esparramados pelascacos de vidro ruas são responsáveis pela quase totalidade dos furos em pneus das Bicicletas, e desta vez não foi diferente, pneu furadopedalando pouco antes do número 2381, escutei ar vazando, era meu pneu dianteiro, parei na loja Estofalar, que estava aberta coisa rara pois tudo abre tarde por aqui, parei cumprimentei os trabalhadores da loja e inciamos uma conversa enquanto trocava a câmara da roda. Retirei a furada e procurava o que havia furado a mesma, passei os dedos pelo interior do pneu e não achava nada, pelo lado de fora achei um “rasgo” de uns três milímetros, aqui estava um caco de vidro de garrafa de cerveja, troca feita pneu cheio continuei meu caminho…
Cheguei 7:15, no compromisso de trabalho. Pedalei pelo centro para fazer algumas coisas e de Bicicleta sempre sobra tempo, aproveitei para colocar uma fita anti furo e adquirir outra câmara. Depois tomando um café consertei a câmara furada. Por causa do comportamento estúpido de uma parcela que insiste em atirar garrafas de vidro pelas ruas, mais uma vez saí no prejuízo.
19h saio do trabalho e vou até o ponto de encontro do pedal de segunda a noite, mas resolvi não participar hoje, pois já havia pedalado 40Km e quis aproveitar a claridade, maravilha esse horário de verão pois só assim quem trabalha tem chance de curtir um pouco a luz do dia. Logo na subida do morro um ônibus amarelo quase me prensou contra o meio fio, fico admirado com estes ditos motoristas profissionais, não usam espelho retrovisor, são cegos, são ignorantes, são o que? saí da situação e fui obrigado a passar dele, a fila estava quase parada e ao efetuar a manobra um tachão no caminho deu um solavanco na minha roda traseira e minha luz vermelha acessa saiu voando e se espatifou no asfalto, ainda pensei em recolher os pedaços mas com um intenso movimento não foi possível, mais um prejuízo e tenho que adquirir outra rápido pois era a minha única luz traseira.
Cheguei na rua Osni Ortiga via muito “estressante”  pelo extremo desrespeito ao CTB, e no início trecho onde não tem passeio, não tem acostamento e apenas a faixa da pista existe, assim sendo o o ciclista deve e tem que transitar na faixa e o motorizado atrás deve respeitar a preferência, o que não deveria ser nenhum problema pois o limite aqui é de 40Km/h e eu andava a 25/30Km/h, mas a impaciência motorizada transforma algumas pessoas e que causam riscos desnecessários ao ultrapassar com faixa dupla e em velocidade. Depois que termina este trecho continuamos sem acostamento ou passeio ou qualquer infraestrutura para pessoas, mas existe área de “escape”. Pedalava junto de outro rapaz, servente de obras que trabalha na Lagoa, imediatamente me lembrou do outro servente atropelado e morto semana passada (Bicicleta Fantasma no sábado dia 08/12), conversámos quando um caminhão baú de propósito acelerou e passou raspando nossas Bicicletas, literalmente tentando nos expulsar da via…
Enfim cheguei perto do meu destino fnal, parei para conversar um pouco com amigos do bairro e em seguida fui para casa.

largo da alfandega  Bem, esse foi um dia típico de um ciclista nas ruas de Floripa, foram aproximadamente 50Km nesta segunda e inúmeros problemas formam relatados, sim e ainda tem a falta de Bicicletários seguros. Por isto e outros é que 74% das pessoas em Floripa que gostariam e querem utilizar a Bicicleta em seus deslocamentos pela cidade não o fazem. Tanto se fala em mobilidade urbana e nada de priorizar pedestres e ciclistas…

” Andar de Bicicleta não é perigoso,
perigoso é como se permite conduzir(?)
motorizados em nossas ruas.”