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Segunda ao trabalho no pedal.

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pedalandoSegunda feira, 10 de dezembro, preciso estar cedo no centro, só que é em um horário que basicamente as ruas ficam entupidas de carros e  motos, ou seja,  se for de ônibus ou carro não chegarei na hora ou terei que sair muito cedo e ficar a toa pelo centro. Vou de bicicleta e assim vou curtindo o caminho que é feito em pouco menos de uma hora, de carro ou de ônibus sem congestionamento faria em 40min.
Acordei tomei um copo d´água calibrei os pneus e parti de casa as 6:20, pedalando sem pressa mas muito atento pois ainda com trechos com pouco movimento de automotores, temos o mal e ignorante costume de MALtoristas de transitar em alta velocidade, é o que incomoda e preocupa pedestres e ciclistas. Motorizados de grande porte são ainda piores pois na certeza da IMPUNIDADE metem a mão na buzina muitos ainda aceleram e não desviam, fazem questão de passar raspando, causando um risco e um estresse desnecessário.
Pedalando pela incompetência viária chamada de SC 405, notamos que as pesaoas não são prioridade, apenas os motorizados tem seu caminho, seu direito mais ou menos garantido de transitar e, ao pedalar por ela passam em alta velocidade desrespeitando o CTB, principalmente os Art. 201 e 220. Fui pedalando próximo a linha branca, ora de um lado dentro da faixa e outra pelo lado de fora, mas sempre com muito detrito, sujeiras, areia e um grave problema comportamental de uma boa parcela de pessoas, um fato preocupante de uma IMPUNIDADE instaurada, é a absurda quantidade de cacos de vidro 90% proveniente de garrafas de cerveja, muitas atiradas pelas janelas de carros que transitam pelas vias de Floripa. Este problema é muito sério pois indica claramente que há um significativo número de pessoas que dirigem sob influência de bebida alcoólica. E cacos de vidro de garrafas de cerveja, principalmente, esparramados pelascacos de vidro ruas são responsáveis pela quase totalidade dos furos em pneus das Bicicletas, e desta vez não foi diferente, pneu furadopedalando pouco antes do número 2381, escutei ar vazando, era meu pneu dianteiro, parei na loja Estofalar, que estava aberta coisa rara pois tudo abre tarde por aqui, parei cumprimentei os trabalhadores da loja e inciamos uma conversa enquanto trocava a câmara da roda. Retirei a furada e procurava o que havia furado a mesma, passei os dedos pelo interior do pneu e não achava nada, pelo lado de fora achei um “rasgo” de uns três milímetros, aqui estava um caco de vidro de garrafa de cerveja, troca feita pneu cheio continuei meu caminho…
Cheguei 7:15, no compromisso de trabalho. Pedalei pelo centro para fazer algumas coisas e de Bicicleta sempre sobra tempo, aproveitei para colocar uma fita anti furo e adquirir outra câmara. Depois tomando um café consertei a câmara furada. Por causa do comportamento estúpido de uma parcela que insiste em atirar garrafas de vidro pelas ruas, mais uma vez saí no prejuízo.
19h saio do trabalho e vou até o ponto de encontro do pedal de segunda a noite, mas resolvi não participar hoje, pois já havia pedalado 40Km e quis aproveitar a claridade, maravilha esse horário de verão pois só assim quem trabalha tem chance de curtir um pouco a luz do dia. Logo na subida do morro um ônibus amarelo quase me prensou contra o meio fio, fico admirado com estes ditos motoristas profissionais, não usam espelho retrovisor, são cegos, são ignorantes, são o que? saí da situação e fui obrigado a passar dele, a fila estava quase parada e ao efetuar a manobra um tachão no caminho deu um solavanco na minha roda traseira e minha luz vermelha acessa saiu voando e se espatifou no asfalto, ainda pensei em recolher os pedaços mas com um intenso movimento não foi possível, mais um prejuízo e tenho que adquirir outra rápido pois era a minha única luz traseira.
Cheguei na rua Osni Ortiga via muito “estressante”  pelo extremo desrespeito ao CTB, e no início trecho onde não tem passeio, não tem acostamento e apenas a faixa da pista existe, assim sendo o o ciclista deve e tem que transitar na faixa e o motorizado atrás deve respeitar a preferência, o que não deveria ser nenhum problema pois o limite aqui é de 40Km/h e eu andava a 25/30Km/h, mas a impaciência motorizada transforma algumas pessoas e que causam riscos desnecessários ao ultrapassar com faixa dupla e em velocidade. Depois que termina este trecho continuamos sem acostamento ou passeio ou qualquer infraestrutura para pessoas, mas existe área de “escape”. Pedalava junto de outro rapaz, servente de obras que trabalha na Lagoa, imediatamente me lembrou do outro servente atropelado e morto semana passada (Bicicleta Fantasma no sábado dia 08/12), conversámos quando um caminhão baú de propósito acelerou e passou raspando nossas Bicicletas, literalmente tentando nos expulsar da via…
Enfim cheguei perto do meu destino fnal, parei para conversar um pouco com amigos do bairro e em seguida fui para casa.

largo da alfandega  Bem, esse foi um dia típico de um ciclista nas ruas de Floripa, foram aproximadamente 50Km nesta segunda e inúmeros problemas formam relatados, sim e ainda tem a falta de Bicicletários seguros. Por isto e outros é que 74% das pessoas em Floripa que gostariam e querem utilizar a Bicicleta em seus deslocamentos pela cidade não o fazem. Tanto se fala em mobilidade urbana e nada de priorizar pedestres e ciclistas…

” Andar de Bicicleta não é perigoso,
perigoso é como se permite conduzir(?)
motorizados em nossas ruas.”

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