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Que seja cumprido!!! Bafômetro Tolerância Zero

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31 de janeiro de 2013
bafometroZERO

BAFÔMETRO ZERO

Sem concessões. É assim, com o rigor que a questão exige, que devem ser cumpridas as normas agora baixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito, disciplinadoras das novas regras da Lei Seca.

A tolerância com o álcool ao volante passou a ser zero a partir de ontem. O limite do bafômetro (que é como ficou popularizado o aparelho chamado etilômetro) passa a ser 0,05 miligramas de álcool por litro de ar. Ou seja: qualquer ingestão de bebida alcoólica será registrada e poderá resultar para o motorista flagrado uma multa por infração gravíssima (R$ 1.915,30), além de impedimento de dirigir por um ano.

E se o equipamento marcar 0,34 mg/l ou mais, o motorista responderá por crime, podendo ser condenado de seis meses a três anos de prisão. Para completar, a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito também possibilita que vídeos, depoimentos de testemunhas e relatos dos policiais passem a valer como provas contra os condutores que se recusam a se submeter ao teste do sopro.

Pode parecer rigoroso demais. Mas as estatísticas têm comprovado que a Lei Seca já evitou milhares de mortes desde sua implantação em 2008. Então, o novo arrocho se justifica plenamente, até mesmo porque faltam poucos dias para o Carnaval, período em que as pessoas abusam na ingestão de bebidas alcoólicas.

Embora a ingestão de bombons com licores e de certos medicamentos também passe a ser registrada pelo bafômetro zero, as autoridades vêm alertando sobre a extinção de tais efeitos em poucos minutos. Caso ocorra uma dessas improváveis exceções, o condutor poderá esperar alguns minutos e fazer novo teste, para provar que não bebeu.

Não vai resolver tudo, evidentemente. Outros fatores, como o excesso de velocidade, a imprudência, as ultrapassagens indevidas, carros e estradas em más condições, também concorrem para o morticínio que se verifica todos os anos nas estradas brasileiras.

Mas o veto total ao consumo de álcool por motoristas é um sinal eloquente de que não haverá mais tolerância com infratores. Pode parecer rigoroso demais. Mas as estatísticas têm comprovado que a Lei Seca já evitou milhares de mortes desde sua implantação em 2008.

Written by danielbiologo2

janeiro 31, 2013 at 2:57 pm

Publicado em Textos recebidos

Bifenilas Policloradas.

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oleo

ESTUDO SOBRE AS BIFENILAS POLICLORADAS
PROPOSTA PARA ATENDIMENTO Á “CONVENÇÃO DE ESTOCOLMO”,
ANEXO A – PARTE II

1) INTRODUÇÃO:
Este trabalho busca elaborar uma proposta para um “Plano nacional de
gerenciamento e eliminação de Bifenilas Policloraradas (PCBs)”, que comporá
o “Plano nacional de Implementação” da convenção de Estocolmo no Brasil.
Para isso, apresenta uma descrição sucinta do produto e suas principais
características. Após a apresentação de um breve histórico da questão das
PCBs no mundo, é feito um comentário resumido da legislação existente no
Brasil e nos países onde existe regulamentação mais detalhada.
De forma a possibilitar a proposição de um plano de gerenciamento e
eliminação que seja consistente em si e ainda, coerente com as condições
econômico-sociais do país, é utilizada uma estimativa o mais aproximada
possível dos estoques existentes e dos riscos envolvidos. Com base nesta
valiação da situação atual, são propostos os procedimentos considerados mais
viáveis para a gestão do problema a nível nacional.
1.1) APRESENTAÇÃO DO PRODUTO:
As Bifenilas Policloradas (PCBs) são compostos aromáticos clorados cuja
família é constituída por cerca de 709 compostos diferentes. Os produtos
comerciais fabricados à base de PCBs, utilizavam misturas de compostos nas
quais predominam desde as tricloro-bifenilas até as heptacloro-bifenilas. Cada
Bifenila Policlorada apresenta um número de isômeros que irá variar de acordo
com a PCB específica.
Ascaréis são líquidos isolantes elétricos constituídos por uma mistura de 60 a
40% de Triclorobenzeno (TCB) e igual proporção de Bifenilas Policloradas
(PCBs). Líquidos isolantes assim formulados apresentam boas características
dielétricas e grande estabilidade térmica e química, motivo pelo qual
constituíram a maior aplicação das PCBs. Em função da larga difusão desta
utilização, o termo “Ascarel”, originalmente a marca registrada da Monsanto
para seus produtos à base de PCBs, passou a ser utilizado no Brasil como
sinônimo de Bifenila Policlorada.
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Os Ascaréis foram desenvolvidos no final da década de 30 nos EUA, com o
objetivo de serem utilizados em transformadores e capacitores instalados em
áreas onde os riscos de incêndio e explosão devem ser minimizados, isto é,
subestações elétricas localizadas no interior de prédios, veículos como trens e
navios, ou em locais com transito freqüente de pessoas.
Devido à grande estabilidade do produto, que é incombustível à temperaturas
de até 600º C, apresentou grande eficácia para esta finalidade e foi largamente
utilizado o até o final da década de 70 quando foi incluído entre as substâncias
classificadas como poluentes orgânicos persistentes.
A tabela 1, a seguir, apresenta as principais marcas comerciais dos óleos
isolantes elétricos tipo Ascarel.
TABELA 1
MARCAS COMERCIAIS DOS ASCARÉIS
MARCA FABRICANTE
Aroclor Monsanto USA
Chlorextol Allis – Chalmers USA
Clophen Bayer Alemanha
Dykanol Federal Pacific Electric Co. USA
Fenclor Caffaro S.P.A Itália
Inerteen Westinghouse USA
Kanechlor Kanegafuchi Japão
NoFlamol Wagner Electric Corp. USA
Phenoclor Prodelec França
Pyralene Prodelec França
Pyranol General Electric USA
Santotherm Mitsubibishi/Monsanto Japão
1.2) HISTÓRICO:
a) Durante a década de 20, a utilização de equipamentos elétricos difundiu-se
de forma generalizada no mundo, notadamente nos EUA, com o uso intensivo
de transformadores elétricos em subestações prediais. Estes equipamentos
eram até então isolados exclusivamente por óleos de origem mineral, obtidos
pela destilação do petróleo e, portanto, de natureza combustível.
Neste período, ocorreram vários casos de incêndio provocados por falha,
geralmente arco elétrico, nos transformadores que provocavam a combustão
do líquido isolante e a conseqüente propagação e alastramento do fogo.
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b) Na década de 30, a regulamentação pública nos EUA sobre instalações
elétricas passou a exigir que os transformadores em subestações prediais ou
naquelas onde houvesse o risco de incêndio em áreas próximas, fossem
fabricados com líquido isolante não inflamável e não propagador de chama. A
partir de então, foram desenvolvidas várias formulações de óleos isolantes para
transformadores baseadas nas PCBs, devido à sua característica de não
flamabilidade.
As formulações baseadas na mistura de PCBs e TCB apresentam boas
características isolantes, grande durabilidade e grande eficácia quanto à não
propagação de chama. Nas condições de falha em transformadores, a mistura
é praticamente não inflamável. Assim, a sua utilização como líquido isolante de
segurança foi largamente difundida por todo o mundo a partir desta época.
c) Na década de 60, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu um
programa de monitoramento global de alguns poluentes considerados
perigosos, entre eles o DDT, até então largamente utilizado como defensivo
agrícola. Nas análises de DDT realizadas por diferentes laboratórios em vários
países e em vários tipos de substratos ambientais, foi detectado um outro
composto, presente em vários dos substratos pesquisados, identificado como
sendo Bifenilas Policloradas.
O prosseguimento desta monitoração demonstrou que as PCBs estavam
globalmente dispersas no meio ambiente terrestre. As PCBs foram então,
incluídas na relação das Nações Unidas como um dos poluentes preferenciais.
d) Em 1968, na cidade de Yusho, capital da ilha de Kyusho, no Japão, ocorreu
o superaquecimento de um dos trocadores de calor usados na refrigeração de
óleo de farelo de arroz para fins alimentícios. O líquido refrigerante deste
trocador de calor era à base de PCBs e foi acidentalmente misturado ao óleo
comestível que foi embalado e comercializado entre a população local.
A população de Yusho passou a apresentar um conjunto de sintomas
patológicos, denominados então de “Mal de Yusho”, que incluíam cloroacne,
hiperqueratose, bronquite, edema e entorpecimento dos membros, entre
outros. Estas ocorrências foram atribuídas à ingestão das PCBs misturadas ao
óleo comestível.
e) Aproximadamente na mesma época, em um grupamento habitacional
construído sobre um antigo aterro químico já encerrado, pertencente à
Westinghouse Electric corporation, chamado de Love Canal, no estado de
Nova Iorque, EUA, foram detectadas PCBs no solo e lençol freático. Vários dos
sintomas atribuídos ao “Mal de Yusho” foram observados entre a população
local.
f) Em 1971 a Monsanto, maior produtor mundial de especialidades químicas à
base de PCBs, restringiu voluntariamente as utilizações dos seus produtos,
pressionada pela repercussão dos acidentes junto à opinião pública.
g) Em 1975 a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA),
envia ao congresso norte americano o projeto da Lei de Controle de
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Substâncias Tóxicas (TSCA) que inclui as PCBs. O projeto de lei é aprovado
em 1976, porém o capítulo relativo às PCBs é alvo de uma série de ações
judiciais que contestam, basicamente, o caráter tóxico do produto e algumas
disposições relativas ao manuseio e prazos para eliminação de equipamentos
em operação.
A legislação é sancionada pelo executivo em 1979 e recebe alterações
resultantes das ações judiciais em 1982, 1985, 1988 e 1989. Estas alterações
referem-se à classificação do produto, que deixa de ser considerado como
tóxico e aos prazos para eliminação dos equipamentos elétricos em operação,
que deixa de ser fixado em lei e passa a ser dependente das condições de
funcionamento dos equipamentos.
h) No Brasil, é promulgada em 1981 a Portaria Interministerial 019 (MIC, MI,
MME) que proíbe a comercialização e uso das PCBs em todo o território
nacional.
i) Estudos posteriores aos acidentes de Kyusho e Love Canal demonstraram
que vários dos sintomas observados em ambos os episódios eram, em
realidade, devidos às “bibenzo-dioxinas policloraras” e aos “dibenzo-furanos
policlorados”. Estes compostos são formados quando da oxidação parcial das
PCBs em condições de insuficiência de Oxigênio ou energia. A pesar destas
constatações, as PCBs não foram retiradas do TSCA em função dos seus
vários efeitos nocivos à saúde e ao meio ambiente. Apesar das sucessivas
alterações introduzidas na legislação norte americana, os dispositivos relativos
à proteção humana e ambiental permanecem os mesmos.
1.3) PRINCIPAIS APLICAÇÕES:
Devido às suas características de grande estabilidade térmica e química e
também às suas propriedades bacteriostáticas, formulações à base de PCBs
foram largamente aplicadas para outras finalidades além do isolamento
elétrico. Seus usos podem ser divididos em dispersivos e não dispersivos.
Os usos não dispersivos são aqueles em que o produto encontra-se em
dispositivos ou equipamentos totalmente selados, sem contato direto com o
meio ambiente e os usos dispersivos são aqueles em que o produto é usado
em contato direto com o ambiente.
Os principais usos não dispersivos das formulações à base de PCBs foram
para isolamento elétrico nas condições já descritas, e como fluidos de troca
térmica em trocadores de calor. Este tipo de aplicação possibilitou que, após
cessada a utilização do produto, os estoques existentes pudessem ser
controlados.
Os principais usos dispersivos das PCBs estavam baseados nas suas
propriedades bacteriostáticas. Foram empregados com intensidade em
produtos de limpeza e desinfecção hospitalar como sabonetes cirúrgicos,
produtos de limpeza de salas de cirurgia e outras instalações hospitalares.
Na área agrícola, apesar de não ter propriedades herbicidas ou pesticidas, foi
utilizado como diluente para pulverização destes produtos. Foi também
largamente utilizado na preservação de madeiras como proteção contra cupins.
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Na área industrial, foi utilizado como estabilizante de diversas formulações de
plásticos e borrachas especiais, principalmente PVC e Borracha Clorada.
As utilizações agrícolas e industriais foram facilitadas pela disponibilidade do
produto no mercado de sucata, pois mesmo após estar inutilizado para o uso
elétrico, suas propriedades são ainda satisfatórias para aquelas aplicações.
1.4) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS e QUÍMICAS:
As PCBs são substâncias de peso molecular elevado e, portanto, alta
densidade e viscosidade, motivo pelo qual é misturado o TCB com a finalidade
de obter viscosidade adequada ao uso em equipamentos elétricos.
A densidade das formulações Ascarel mais comuns encontra-se na faixa de 1,3
a 1,5 e a viscosidade a 25 Celsius, na ordem de 10 a 20 cSt.
Do ponto de vista químico são extremamente estáveis, não reagindo em
condições normais com ácidos, bases, agentes oxidantes e redutores. Sua
reação característica é com o Sódio metálico dando Bifenil e Clorêto de Sódio.
Esta reação, no entanto, é extremamente exotérmica e de difícil aplicação
prática.
PCB + Na -> Bifenila + NaCl
A temperaturas da ordem de 400 C a 1000 C em presença de oxigênio, as
PCBs oxidam-se de forma parcial, gerando compostos da classe das Dibenzodioxinas-policloradas (PCDDs) e Dibenzo-furanos-policlorados (PCDFs), que
apresentam elevada toxidez. Portanto, deve-se sempre avaliar os riscos de
envolvimento das PCBs em processos de temperatura elevada como incêndios
e outros.
É ainda muito importante observar que quando nos referimos aos líquidos
isolantes Ascarel, estamos considerando uma mistura de PCBs que contém
compostos com 3 a 7 átomos de cloro por molécula. Assim, nos Ascaréis
formulados para equipamentos elétricos, iremos encontrar desde
triclorobifenilas até heptaclorobifenilas, incluindo todos os seus isômeros de
posição, totalizando centenas de compostos diferentes.
Estes diferentes compostos irão apresentar diferenças em suas propriedades
químicas, físicas e biológicas, de acordo com a PCB predominante numa dada
formulação.
1.5) ASPECTOS BIOLÓGICOS:
Do ponto de vista Biológico, as PCBs apresentam como principais
características, a não biodegradabilidade, a bacteriostaticidade, e a
bioacumulação em tecidos animais e vegetais. Foram feitos vários estudos no
sentido de determinar suas características de carcinogenicidade e
mutagenicidade sem, no entanto, obter-se comprovação de acordo com os
padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Do ponto de vista toxicológico as PCBs são classificadas como não tóxicas a
levemente tóxicas, segundo a classificação da ACGIH (American Conference
of Government Industrial Hygienists).
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Caracterizam-se, portanto, como substâncias perigosas do ponto de vista da
exposição a longo prazo e de forma contínua. A seguir, os valores de TLV
(Threshold Limit Values) estabelecidos pela ACGIH:
Aroclor 1242: 1 mg/m3
Aroclor 1254: 0,5 mg/m3
Obs: 1) Aroclor 1242: PCB com 42% de cloração
Aroclor 1254: PCB com 54% de cloração
2) Valores de concentração máxima no ar seco para 8 horas diárias de
trabalho.
Do ponto de vista do ser humano, sua principal característica é a acumulação
nas células renais, hepáticas, adiposas e epiteliais, podendo provocar
disfunções nestes órgãos após longos períodos de exposição. Sua
interferência nos tecidos nervosos e células reprodutoras é ainda objeto de
estudo.
As tabelas 2 e 3 a seguir, apresentam alguns dos resultados de estudos
realizados para o National Institute of Occupational Safety and Health (NIOSH)
em 1985:
TABELA 2: TOXICIDADE AGUDA DAS PCBS
Composto Oral/ Ratos Dermal/Coelhos
Forma LD 50 g/Kg de
peso da cobaia
Forma LD 50 g/Kg de
peso da cobaia
Aroclor 1221 puro 3,98 puro 2,00 – 3,169
Aroclor 1232 puro 4,47 puro 1.26 – 2,0
Aroclor 1242 puro 8,65 puro 0,794 – 1,269
Aroclor 1248 puro 11,0 puro 0,794 – 1,269
Aroclor 1260 a 50% em óleo
de milho
10,0 a 50% em óleo
de milho
1,26 – 2,0
Aroclor 1262 a 50% em óleo
de milho
11,3 a 50% em óleo
de milho
1,26 – 3,16
Aroclor 1268 a 50% em óleo
de milho
10,9 a 50% em óleo
de milho
2,5
TABELA 3: EFEITOS DAS PCBS NO SISTEMA DE DEFESA IMUNOLÓGICA
Espécie Composto/Dose Efeitos Biológicos
Ratos Kanechlor-400 na
dieta alimentar
Aumento da incidência de pneumonia,
surgimento de abcessos pleurais e
intracranianos
Macacos PCBs Observou-se pneumonia e diarréia como
principais causas de morte.
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Macaco
Rhesus
PCBs Linfopenia
Homem Pacientes de
Kyusho
Infecções crônicas das vias aéreas, persistentes
por vários anos.
As PCBs apresentam ainda características alergenas acentuadas podendo
provocar reações significativas nos sistemas respiratório e epitelial.
É muito importante observar ainda que o óleo isolante ASCAREL, contém o
TCB como constituinte da mistura. Os TCBs são substâncias classificadas
como tóxicas (classe 6.1 ONU), cujo TLV é de 5 ppm (partes por milhão) pico
máximo de exposição.
Assim, quando são avaliadas as características biológicas dos “Ascaréis”,
deve-se levar em conta os dois componentes da mistura.
1.6) ASPECTOS AMBIENTAIS:
Devido às suas características de não biodegradabilidade, bacteriostaticidade e
bioacumulação, as PCBs são classificadas internacionalmente como
“Poluentes Orgânicos Persistentes” (POPs).
a) A sua não biodegradabilidade, significa que as PCBs não são processadas
por nenhum microrganismo da natureza e, como possuem também elevada
estabilidade química, permanecem no meio ambiente por períodos de tempo
extremamente longos. Por serem substâncias bio acumulativas, tendem a
acumular-se nas células dos seres vivos, constituindo sério risco para a
estabilidade do ecossistema terrestre e para a saúde dos seres humanos.
b) A bioacumulação do produto atinge a cadeia alimentar humana. Em termos
práticos, isto significa que ao se contaminar o meio ambiente, cada ser vivo em
contacto com o meio irá concentrar as PCBs sucessivamente em seu
organismo, fazendo com que o grau de contaminação seja maior nos
organismos em posição superior na cadeia alimentar.
A presença das PCBs já foi detectada em espécies da fauna marinha dispersa
por todo o globo terrestre, em aves migratórias e na flora das regiões de maior
contaminação.
2) LEGISLAÇÃO:
2.1) CONSIDERAÇÕES GERAIS:
O produto é regulado em muitos países, havendo diferenças no que diz
respeito às regulamentações de manuseio, transporte, armazenamento e
destinação final.
Entre os documentos mais detalhados e completos estão a legislação da
Comunidade Européia, “Diretiva 96/59/EC de 1996” e a constante do USCFR
(United States Code of Federal Regulations) n
o
40 de Julho de 1991, revisada
em 2002, em seu capítulo 761.
2.2) LEGISLAÇÃO BRASILEIRA:
_____________________________________________________________________________________________

No caso das PCBs existem os regulamentos que resumimos a seguir, editados
pelo governo federal:
– Portaria Interministerial (MIC/MI/MME) 0019 de 19/01/81:
• Proíbe, em todo o território nacional, a fabricação, comercialização e uso das
PCBs, em estado puro ou mistura, e estabelece prazos para cada aplicação.
• Estabelece que os transformadores em operação na data da publicação
poderão continuar funcionando até que seja necessário seu esvaziamento,
quando não poderão ser reenchidos com o mesmo fluido. Somente com
outro que não contenha PCBs.
• Proíbe o descarte em aterros sanitários, cursos e coleções de água, etc.
Segundo esta portaria, somente é permitido o armazenamento ou destruição
do produto.
– Instrução Normativa Sema STC/CRS-001 de 15/06/86:
• Estabelece os procedimentos para manuseio, primeiros socorros, transporte
e armazenamento de materiais contendo PCBs.
– Norma ABNT/NBR-8371:
• Trata-se de um guia de procedimentos e apresenta o mesmo teor da
Instrução Normativa SEMA, sendo mais completa quanto à rotulagem,
transporte e armazenamento.
• A primeira versão da norma foi publicada em 1987, tendo sido revisada em
1997 e 2005, razão pela qual tornou obsoleto o conteúdo da Instrução
Normativa que, no entanto, permanece em vigor.
• Prescreve os procedimentos para manuseio das PCBs de uma forma geral,
além de fornecer instruções para a operação e amnutenção de
equipamentos elétricos PCB.
• Procura estabelecer critérios para a classificação de equipamentos elétricos
em função do teor de PCBs em seu fluido isolante e dá indicações quanto à
destinação final.
OBSERVAÇÕES:
I) De acordo com o exposto neste capítulo, verifica-se que a legislação
existente no país é bastante incompleta deixando margem a diferentes
interpretações.
II) Não há no Brasil regulamentação legal específica sobre os processos
aceitáveis para destruição de resíduos contendo bifenilas policloradas.
III) Não há definição quanto ao teor de contaminação de qualquer substrato
que o classifique como PCB.
2.3) RESUMO DO CFR-40/761:
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Em razão do seu grau de detalhamento e abrangência, é de grande utilidade o
conhecimento das disposições da legislação norte americana sobre o assunto,
cujos pontos de maior importância resumimos a seguir.
2.3.1) EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS:
a) CLASSIFICAÇÃO PARA TRANSFORMADORES:
A regulamentação estabelece que “qualquer transformador será classificado
como PCB até uma análise química de seu líquido isolante prove o contrário”.
Os transformadores ou outros equipamentos elétricos serão classificados de
acordo com o teor de PCBs em seu meio isolante como a seguir:
 Menos de 50 ppm/p: Classe Não PCB – Não sujeito à legislação
 Entre 50 e 500 ppm/p: Classe Contaminado por PCBs
 acima de 500 ppm/p: Classe PCB
b) Condições de Utilização:
 Classe Contaminado: Sem restrições de uso ou manutenção. Não poderão
ter o nível completado com óleo contendo mais de 500 ppm/p de PCB.
 Classe PCB: Podem operar até o fim de sua vida útil
 Requerem inspeção trimestral
 Devem ser rotulados e sinalizados
 Deve-se manter registros na empresa, na USEPA e no
Corpo de Bombeiros.
 Não deve haver combustíveis, alimentos, água e outros
líquidos isolantes em locais próximos.
 Devem ter meio de contenção de vazamentos.
 Não podem sofrer manutenção que envolva a retirada de
bobinas.
 Podem ser reclassificados para classe “Não PCB” após
ensaio que comprove a redução do teor de PCBs no líquido
isolante.
c) CONDIÇÕES DE DESCARTE:
 Classe Contaminado:
• Líquido Isolante: Deve ser incinerado em instalação aprovada para esta
finalidade, ou caldeira de alta eficiência, ou submetido a processo químico
de descontaminação (reação com sódio-naftaleno) desde que em
instalações aprovadas pela USEPA.
• Carcaças de Transformadores: A disposição não é regulada.
 Classe PCB:
_____________________________________________________________________________________________

• Líquido Isolante: Deve ser incinerado em incinerador aprovado pela USEPA
para esta finalidade específica.
• Carcaças de Transformadores: Devem ser incineradas em incinerador
aprovado pela USEPA ou submetidos a processo de reciclagem dos
materiais metálicos por método igualmente aprovado.
• Os equipamentos, as áreas onde estão instalados e seus acessos, devem
ser sinalizados quanto à presença de PCBs.
d) CLASSIFICAÇÃO PARA CAPACITORES:
Os capacitores elétricos são divididos como a seguir:
 Pequenos Capacitores: São aqueles que contém, no máximo, 1,36 Kg do
líquido isolante PCB
 Grandes Capacitores: São aqueles que contém mais do que 1,36 Kg do
líquido isolante PCB.
e) CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO E DESCARTE:
 Não há restrições à operação de Pequenos capacitores e devem ser
substituídos quando da ocorrência de falhas ou no final de sua vida útil.
 Os grandes capacitores instalados em locais próximos a alimentos devem
ser removidos. Quando instalados em áreas de acesso restrito, como
subestações ou outras áreas internas, poderão permanecer em operação.
 Os equipamentos, as áreas onde estão instalados e seus acessos, devem
ser sinalizados quanto à presença de PCBs.
 Os grandes capacitores devem ser incinerados em incinerador aprovado
pela USEPA. Caso se comprove que o líquido isolante contém menos de
500ppm/p de PCBs, poderão ser dispostos em aterro químico aprovado pela
USEPA.
 Os pequenos capacitores podem ser dispostos em aterros controlados.
OBS: Devido à possibilidade de mudanças futuras na legislação que venham a
exigir ações futuras de descontaminação de aterros, muitas empresas norte
americanas optam por incinerar todos os capacitores PCB.
2.3.2) OUTROS RESÍDUOS:
De uma forma geral, os demais resíduos contaminados por PCBs, devido às
dificuldades de determinação do seu grau de contaminação, devem ser
submetidos a processo de incineração.
a) Luvas, roupas, outros equipamentos de proteção individual, e outros sólidos
devem ser incinerados ou dispostos em aterro químico.
b) Embalagens vazias de PCBs devem ser incineradas ou dispostas em aterros
químicos.
c) Embalagens de itens contaminados por PCBs devem ser dispostas em
aterros químicos.
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2.3.3) REGISTROS:
Deve-se registrar junto à USEPA um inventário do material existente e atualizalo periodicamente quanto a todas as ocorrências observadas como:
Vazamentos, transferências de local, manutenção, material descartado, etc. Os
registros devem conferir a qualquer momento com inspeção local feita pela
USEPA, sem aviso prévio.
2.4) OUTROS REGULAMENTOS:
Relativamente ás normas para transporte de produtos perigosos as PCBs
estão enquadradas na Classe 9, Substancias Perigosas Diversas. As Normas
Brasileiras da série NBR-7500 e a Resolução 420 de 17/02/2004 do ministério
dos Transportes, contêm a regulamentação pertinente.
3) SITUAÇÃO ATUAL NO BRASIL:
3.1) ESTIMATIVA DO ESTOQUE EM 1981:
3.1.1) As estimativas a seguir, foram realizadas com base nas seguintes
premissas:
a) Nunca houve a fabricação de Bifenilas Policloradas no Brasil. Os países
produtores eram: Áustria, China, Tchecoslováquia, França, Alemanha, Itália,
Japão, Rússia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
b) Na época da edição da Portaria Interministerial 019, o órgão que gerenciava
o comércio exterior no país era a antiga “Carteira de Comércio Exterior
(CACEX)” do Banco do Brasil.
c) Nenhuma importação neste período era realizada sem o licenciamento
prévio que continha obrigatoriamente a utilização pretendida para o produto
importado.
d) As PCBs importadas para os usos dispersivos já haviam se dissipado no
ambiente à época da edição da portaria. Portanto os estoques remanescentes
estarão nos equipamentos elétricos.
e) A partir da década de 1970 não era permitida a importação de qualquer bem
que fosse produzido no país ou que tivesse similar produzido no país. O Brasil
produzia transformadores e capacitores de uso elétrico desde a década de 40.
Portanto, não houve a importação direta de equipamentos elétricos contendo
PCBs.
3.1.2) Em 1982, um ano após a edição da portaria 019, o Comitê Brasileiro de
Eletricidade – COBEI, da ABNT, ao qual estava subordinada a comissão de
_____________________________________________________________________________________________

estudos encarregada de elaborar a NBR-8371, recebeu levantamento feito pela
CACEX indicando que no período de 1945 a 1981 haviam sido importadas
21.000 toneladas de fluidos isolantes à base de PCBs para transformadores e
5.000 toneladas de fluidos isolantes à base de PCBs para capacitores.
3.1.3) Estimativa do peso dos estoques:
a) tomando em consideração a relação de massa dos materiais utilizados na
construção de transformadores temos:
Componente % do peso
total
Tanque 10
Parte ativa 60
Isolante 30
b) no caso dos capacitores temos:
Componente % do peso
total
Tanque 15
Parte ativa 50
Isolante 35
c) O total em peso de resíduos existente em estoque em 1981 era:
 Transformadores: 70.000 T
 Capacitores: 28.000 T
Total em estoque em 1981: 98.000 T
3.2) ESTOQUE REMANESCENTE:
 Os estoques de PCB existentes no país permaneceram inalterados até cerca
de 1990 quando a empresa Rechem, do Reino Unido, constituiu como sua
representante no Brasil a “Koren Consultants” que iniciou o envio de PCBs
para destruição nos incineradores da Rechem.
 Em 1995 a Bayer S/A licenciou seu incinerador instalado em Belfort Roxo,
Rio de Janeiro, para a incineração de resíduos PCB.
 Aproximadamente na mesma época, os incineradores das empresas de
tratamento de resíduos dos polos Petroquímico de Camaçari, na Bahia,
CETREL, e Cloroquímico de Maceió, em Alagoas, CINAL, foram também
licenciadas para a incineração das PCBs.
_____________________________________________________________________________________________

 Em 1998 a WPA Ambiental licenciou sua planta para destinação final de
resíduos PCB por “reciclagem de materiais”, através do processo “Resource
Recovery” de propriedade da SDMyers Inc de Ohio, EUA.
 No ano 2000, o Grupo Vivendi criou subsidiária no Brasil, denominada
TECORI, em Pindamonhangaba, que operou processo de reciclagem de
materiais de propriedade da empresa francesa Aprochem. Esta empresa
encerrou suas atividades no final de 2003.
Através de informações destas empresas, estima-se que até o momento
tenham sido processadas no Brasil e Reino Unido cerca 30.000 toneladas,
remanescendo, portanto até o momento um total de 68.000 toneladas.
3.3) ESTOQUES NÃO CONTABILIZADOS:
a) Nunca houve legislação ou outro tipo de regulamentação no Brasil, que
definisse a concentração de PCBs, em um substrato qualquer, necessária para
que este substrato seja considerado como PCB. Da mesma forma, nunca foi
exigida a determinação do teor de PCBs em outros fluidos isolantes ou
materiais correlatos.
b) É sabido que no período anterior à edição da portaria 019 e ainda por alguns
anos após, o tratamento de desidratação e regeneração de óleos isolantes à
base de PCBs era realizado sem qualquer controle específico.
c) Sabe-se portanto, que a contaminação de óleos isolantes minerais por PCBs
através destes processos ocorreu em larga escala no período anterior á edição
da portaria 019, não havendo no entanto, dados confiáveis para a estimativa do
total de resíduos gerados.
d) Desde a edição da portaria 019, foram registrados vários derramamentos
acidentais de fluidos isolantes contendo PCBs por vandalismo, tentativas de
furto ou falhas em equipamentos elétricos. É de supor que o mesmo
acontecesse no período anterior à portaria 019 sem que tenha havido qualquer
tipo de registro. Nunca foi realizado qualquer levantamento sistemático relativo
a áreas e instalações contanminadas por PCBs.
Assim podemos concluir que, se for adotada a definição de que PCB é todo
material que contenha mais do 50 mg/Kg de PCBs, e ainda as definições
constantes na NBR-8371 relativas à classificação de transformadores, o
estoque atual de PCBs é ainda bastante elevado no país.
4) RISCOS:
4.1) TIPO DE RISCOS:
Os riscos associados às PCBs podem ser divididos em 2 espécies principais:
_____________________________________________________________________________________________

• Riscos de derrames ao meio ambiente.
• Riscos de envolvimento em ocorrências com elevação de temperatura:
Incêndios e falhas elétricas
a) Derrames:
Os riscos de derrames ao meio ambiente podem ser também de 2 tipos:
• O derrame constante de pequenas quantidades de fluidos isolantes
devido a pequenos vazamentos nas válvulas de dreno de
transformadores ou devidos a processos corrosivos nos tanques de
transformadores ou outras embalagens, tais como tambores ou tanques
metálicos.
• O derrame acidental de grandes quantidades de fluido isolante PCB
devido a falhas em transformadores, acidentes ou atos de furto ou
vandalismo.
É importante observar que os atos de furto e vandalismo têm sido a principal
causa de derrames nos últimos anos.
b) fenômenos de elevação de temperatura:
Neste caso, observamos as seguintes possibilidades:
• Falhas elétricas em transformadores com freqüência resultam na
geração de descargas elétricas de alta energia (arcos elétricos) no
interior dos equipamentos. Bifenilas Policloradas submetidas a
descargas de alta energia em ambientes pobres em oxigênio, levam à
formação de dioxinas e furanos policlorados.
• Os líquidos isolantes PCB são fluidos não propagadores de chama e,
portanto, as falhas elétricas em transformadores PCB não provocam
incêndios. Porém, no caso de transformadores isolados a óleos minerais
contaminados por PCBs, as falhas elétricas podem levar a incêndios e,
conseqüentemente, à formação de grandes quantidades de dioxinas e
furanos. Da mesma forma, caso um equipamento isolado a fluido PCB,
original ou contaminado, seja envolvido em um incêndio externo, o
aquecimento da PCBs em ambiente pobre em oxigênio levará à
formação de dioxinas e furanos clorados.
4.2) RISCOS RELACIONADOS ÁS INSTALAÇÕES:
Os materiais PCB existentes no Brasil são encontrados em subestações
elétricas em operação ou em estoque em armazéns geralmente construídos
conforme a norma NBR-8371. Assim, nas subestações em operação existem
ambos os riscos listados em 4.1, bem como no caso de materiais armazenados
existe sempre o risco de derrames.
5) TECNOLOGIAS PARA ELIMINAÇÃO DE PCBS:
_____________________________________________________________________________________________

5.1) TIPOS DE RESÍDUO:
Os resíduos de PCB são calssificados como “Resíduos Sólidos Industriais
Perigosos – Classe I” e podem se apresentar sob diversas formas que irão
exigir tratamentos diferentes para sua destinação final. A seguir, apresentamos
os resíduos mais comumente encontrados.
a) Resíduos em estado líquido:
Os resíduos em estado líquido serão diferenciados conforme o teor de PCBs
que contêm e a natureza do substrato contaminado. De acordo com a
classificação da USEPA e a norma NBR-10004 – “Resíduos Sólidos
Classificação”, qualquer material contendo PCBs, deverá ser considerado
resíduo perigoso “Classe I”. Os limites para lançamento de efluentes líquidos
contaminados por PCBs em corpos d’água são extremamente baixos, na
ordem de frações de partes por bilhão (ppb).
Assim, todo resíduo PCB, deverá ser convenientemente tratado para
disposição final.
b) Resíduos em estado sólido:
Os resíduos em estado sólido são constituídos por materiais contaminados.
Estes materiais são classificados pela USEPA como “permeáveis” e
“impermeáveis”. Os impermeáveis são aqueles que não absorvem o produto.
São admitidos tratamentos diferentes para os dois casos.
• No caso de carcaças de transformadores, só são consideradas como
resíduos sólidos de PCB pela USEPA epela NBR-8371, aquelas
provenientes de equipamentos cujo líquido isolante contenha mais de
500 ppm/p. Isto se deve ao fato de que a legislação norte americana
considera que um material impermeável será considerado como “não
PCB” caso contenha em sua superfície um teor inferior a 100 µg/dm2
.
Assim, um transformador que contenha até 5oo mg/Kg em seu fluido
isolante, quando drenado resultará em teor inferior a 100 µg/dm2
em
seus materiais impermeáveis.
5.2) TÉCNICAS DE DESCONTAMINAÇÃO:
O tratamento de destinação para vários resíduos contaminados por PCBs,
pode ser a sua descontaminação através de processo que, comprovadamente,
remova as PCBs resultando em material livre de contaminação.
5.2.1) Resíduos em estado líquido:
a) Óleos Isolantes Contaminados:
a.1) Reação com Na:
• Óleos isolantes contaminados até a faixa de 2000 ppm/p, podem ser
tratados através da reação com Sódio (ver capítulo 1), que resulta em
_____________________________________________________________________________________________

clorêto de sódio (NaCl) e Bifenil. Embora esta técnica não seja, até o
momento, disponível no Brasil, sua utilização é bastante freqüente nos
países desenvolvidos.
• Nos EUA existem várias instalações licenciadas pela USEPA que
utilizam este processo que é mais econômico do que a incineração do
produto. A USEPA, contudo, somente permite a reutilização do óleo
descontaminado como combustível.
• Estudos realizados pela S.D.Myers, uma das empresas que utilizam este
processo, revelaram que é economicamente viável até a concentração
de 1500 ppm/p.
a.2) Reação com Polipropileno Glicol ou Polietileno glicol:
• Trata-se de tecnologia recentemente desenvolvida por empresa italiana
e patenteada. É também eficaz para a descontaminação de óleos
minerais contendo até cerca de 1000 ppm.
• Ainda não é também comercialmente disponível no Brasil.
a.3) Percolação por substrato ativo:
• Encontra-se atualmente em fase de desenvolvimento em escala de
laboratório, pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento –
Lactec de Curitiba, juntamente com a Universidade Federal do Paraná,
processo de percolação por coluna de polímero uretânico
funcionalizado.
• O processo apresenta resultados promissores para óleos minerais
contaminados por PCBs.
b) Águas e Lodos Contaminados:
 No caso de resíduos aquosos, o tratamento com sódio não pode ser
aplicado devido à exotermia da reação. Para estes casos foi desenvolvida
uma cepa de bactérias, que é capaz de degradar biologicamente as
moléculas de PCB.
 O processo pode ser aplicado para resíduos contaminados até a faixa de
algumas ppm/p e é de grande importância econômica, já que a incineração
de grandes volumes de água ou lodo é muito dispendiosa.
5.2.2) Resíduos em estado sólido:
a) Sólidos Impermeáveis:
 Os resíduos compostos por sólidos impermeáveis contaminados podem ser
tratados por processo de lavagem com solvente adequado, seguido de
análise da superfície para comprovação da descontaminação.
 No caso da lavagem por solvente, este poderá ser destilado para remoção
das PCBs e posterior reutilização no processo. O resíduo da destilação,
deverá ser tratado posteriormente como PCB.
_____________________________________________________________________________________________

 Este processo é de extrema utilidade no tratamento de resíduos metálicos
contaminados, já que permite a reciclagem dos metais, enquanto que a
incineração gera resíduos que irão exigir tratamento adicional. Esta
tecnologia é operada pela empresa WPA Ambiental que utiliza tecnologia
desenvolvida originalmente pela SDMyers Inc, que permite obter a
descontaminação de sólidos impermeáveis até a faixa de 10µg/dm2
.
 Suas aplicações mais comuns são no tratamento de tambores, tanques e
partes metálicas de transformadores e capacitores contaminados.
b) Sólidos permeáveis:
b.1) Aterramento:
Embora esta tecnologia encontre larga utilização para vários tipos de resíduos,
seu emprego vem sendo cada vez mais limitado, já que nestes casos o
material aterrado permanece inalterado por longos períodos de tempo e, na
maioria dos casos, voltará a entrar em contato com o ambiente num futuro
indeterminado. Mesmo para resíduos menos perigosos, a técnica de
aterramento vem sendo substituída por técnicas ambientalmente mais seguras.
No caso das PCBs seu emprego é permitido nos EUA para “pequenos
capacitores”, conforme definido pela USEPA e sólidos contaminados com
menos de 50ppm/p em aterros licenciados para “Resíduos perigosos classe I”,
providos de sistemas de impermeabilização, drenagem e coleta de águas
pluviais e monitoramento ambiental permanente. Apesar desta permissão legal,
observa-se que naquele país as empresas que possuem este tipo de resíduo
optam por não utilizar este processo devido aos riscos de mudanças futuras
nos regulamentos e danos sérios ao meio ambiente.
b.2) Incineração:
Esta tecnologia é aplicada principalmente para os resíduos contaminados com
altas concentrações de PCBs, até a faixa de 30 a 40% em peso, variando com
o tipo de instalação. Pode ser empregada tanto para resíduos em estado
líquido como sólido, sendo que no caso de resíduos sólidos inorgânicos as
cinzas irão requerer tratamento posterior. As plantas para incineração de
resíduos perigosos devem ser compostas pelas seguintes unidades:
 Unidade de recepção:
• Deve ser uma área reservada para a descarga e quarentena dos
resíduos recebidos. É área potencialmente contaminada e deve ser
isolada do meio ambiente para evitar contaminações acidentais.
• Os resíduos recebidos devem permanecer nesta área em quarentena,
isto é, até que análises de laboratório confirmem que o material confere
com o descrito no manifesto de carga e nos documentos fiscais e
comerciais.
 Unidade de Manuseio e Armazenamento Temporário:
_____________________________________________________________________________________________

• É o local onde resíduos são desembalados, mesclados para atender às
condições operacionais do incinerador e armazenados até o momento da
efetiva destruição. É também área potencialmente contaminada e isolada
do meio ambiente externo.
 Unidade de Alimentação:
• Esta unidade difere de projeto para projeto e destina-se a levar o
material a ser destruído à câmara interna do incinerador.
 Unidade de incineração:
• Constitui a unidade central de processamento do material a destruir.
Nesta unidade os resíduos são aquecidos a temperaturas de até 900º
Celsius em presença de excesso de oxigênio onde ocorre a degradação
do material a compostos oxidados de baixo peso molecular.
 Unidade de Pós Queima:
• Os produtos de combustão formados na unidade de incineração são
arrastados para a unidade de pós queima, onde são aquecidos até 1200º
Celsius formando então os produtos de combustão total do material, que
no caso das PCBs são Clorêto de Hidrogênio (HCl), Dióxido de Carbono
(CO2) e água.
 Unidade de Resfriamento e Tratamento dos Gases:
• Nesta unidade os produtos gasosos da combustão total são tratados
com solução aquosa fria de Hidróxido de Sódio (NaOH). O rápido
resfriamento de 1200 para cerca de 80 a 90º Celsius é necessário para
reduzir a probabilidade de ocorrência de reações inversas que poderiam
gerar dioxinas e furanos.
• O tratamento com NaOH destina-se a remover o HCl formado pela
combustão resultando em mistura de Clorêto de Sódio e água:
NaOH + HCl ——> NaCl + HOH
 Unidade de Tratamento de Água:
• A solução de NaCl resultante do tratamento com NaOH deve ser então
tratada para remover o sal. O processo irá variar para cada projeto, sendo
comum a desidratação da salmoura resultando em sal e vapor d’água.
b.3) Pirólise a plasma:
Esta tecnologia difere da incineração apenas no que diz respeito ao processo
químico de destruição das PCBs. Enquanto na incineração as PCBs são
levadas a reagir diretamente com o oxigênio a altas temperaturas, na pirólise a
reação se dá em 2 etapas. Na primeira, as moléculas de PCB são
decompostas pela ação do calor e na segunda, os produtos de sua
decomposição térmica são levados a reagir com o oxigênio.
As reações a seguir ilustram os dois processos:
Reação de Oxidação (Incineração)
C12 H7Cl3 + O2 + Calor——> H2O + HCl + CO2
_____________________________________________________________________________________________

Reações da Pirólise:
1) C12H7Cl3 + CALOR —-> C0+ Cl0+ H0
2) C0+ Cl0+ H0+ O0—-> HCl + CO2 + H2O
Neste processo, desenvolvido originalmente pela Westinghouse Electric
Corporation, é utilizada uma “Tocha de Plasma” de oxigênio para decompor o
resíduo a uma temperatura de cerca de 4000º Celsius. Em seguida, em uma
câmara de reação, a mistura de gases é resfriada até a faixa de 1200º Celsius
onde ocorre a reação de oxidação dos produtos da pirólise.
Todos os demais componentes deste tipo de instalação são idênticos aos
existentes nas plantas de incineração.
b.4) Oxidação a alta pressão:
Esta tecnologia foi desenvolvida pela empresa italiana ITEA SPA e
denominada de DISMO, sigla para a expressão “Dissociação Molecular”.
O DISMO atinge a dissociação molecular completa já que as reações químicas
envolvidas ocorrem em uma câmara hiperbárica que oscila entre 2 e 15 bar, na
qual se atingem temperaturas que vão de 2000°C até mais de 4000°C.
Estas elevadas temperaturas, junto com o acréscimo de oxigênio técnico,
asseguram uma atmosfera altamente oxidante que permite oxidar cada
elemento de praticamente qualquer molécula, levando-o a seu estado máximo
de oxidação, evitando assim a formação de produtos de combustão incompleta.
A combinação de pressão e de oxigênio a 100 % permite alcançar
temperaturas muito superiores às de um incinerador (porque este último utiliza
ar para a combustão), tornando possível tratar resíduos de muito menor poder
calorífico sem necessidade de agregar combustível adicional.
A completa oxidação da carga se produz simultaneamente com a sublimação
(cracking térmico e gaseificação das moléculas) dos resíduos sólidos.
As condições operacionais aceleram a transferência de massa e fazem com
que as reações de oxidação se produzam de forma extremamente rápida.
Além disso, esta atmosfera altamente oxidante que leva à completa oxidação
de todos os elementos, dificulta a formação de precursores de dioxinas e
furanos.
Os produtos resultantes da oxidação escapam através de uma válvula de
laminação a uma velocidade de 500 m/s, expandindo-se de forma semiadiabática e baixando a temperatura até uns 200°C em décimos de segundo, o
que evita a recombinação de elementos em cadeias cloradas complexas,
precursoras de dioxinas e furanos.
Durante o esfriamento nos expansores / condensadores (que trabalham como
separadores ciclônicos), separam-se os óxidos metálicos e não metálicos
_____________________________________________________________________________________________

sólidos mais pesados (compostos inorgânicos inertes), podendo-se inclusive
conseguir a recuperação destes subprodutos caso estes sejam
economicamente viáveis. Os sólidos são removidos por meio de um sistema de
parafusos e válvulas.
Os gases continuam transitando através de um sistema de tratamento de
gases, onde:
1° são tratados em um leito alcalino, com o fim de reter os compostos
ácidos (como por exemplo ácidos halogenídricos, óxidos de enxofre,
etc.)
2° são retidos os materiais particulados remanescentes, pela passagem
dos gases através de um filtro de mangas autolimpante.
3° Uma camada de carvão ativo adsorve os restos de metais voláteis
(por exemplo, Mercúrio), e hidrocarbonetos que a corrente gasosa possa
conter.
4° Finalmente, antes da saída para a atmosfera, pode-se injetar peróxido
de hidrogênio para controlar os altos níveis de CO que podem se
produzir no momento da partida.
b.5) Redução por Hidrogênio:
A empresa norte americana “Eco Logic – Foster Wheeler” desenvolveu
processo que utiliza um reator de alta temperatura para a redução de resíduos
por reação com Hidrogênio puro e posterior tratamento dos gases resultantes.
Assim, ocorrem as seguintes reações:
Reação de Redução
C12 H7Cl3 + H2 + Calor——> C12H10 + HCl
Os produtos de redução são reciclados como matérias primas ou combustíveis.
6) Recursos disponíveis no Brasil:
O Brasil dispõe dos seguintes recursos para o gerenciamento do problema
relativo às PCBs:
6.1) LABORATÓRIOS DE ANÁLISE:
O país dispõe de vários laboratórios, públicos ou privados, capacitados a
realizar análises de determinação do teor de PCBs nos diversos substratos.
Contudo, a capacitação de cada um deles para cada tipo específico de análise
ainda não foi determinada de forma sistemática. Como referência na
determinação de PCBs em óleos isolantes o país dispõe do laboratório do
Departamento de Química Aplicada – DPQA do Instituto de Tecnologia para o
_____________________________________________________________________________________________

Desenvolvimento – Lactec, localizado no Centro Politécnico da Universidade
Federal do Paraná, em Curitiba.
6.2) INSTALAÇÕES PARA DESTINO FINAL:
Estão disponíveis no país as seguintes instalações licenciadas para destinação
final de resíduos PCB:
a) Tratamento de Resíduos Industriais de Belfort Roxo S/A – Tribel
Estrada Boa Esperança, 650
Belfort Roxo – Rio de Janeiro – 26110-120
Planta industrial dotada de uma unidade de incineração para resíduos em
estado sólido e líquido, aterro industrial para resíduos “Classe I e II” e sistema
de tratamento de efluentes.
b) Cetrel S/A – Empresa de Proteção Ambiental
Av. Tancredo Neves, 3343, Edifício Cempre, Torre A, Conjuntos 1401 a 1404
Salvador – Bahia – 41820-021
Planta industrial dotada de uma unidade incineradora exclusiva para resíduos
em estado líquido e unidade em separado para incineração de rsíduos em
estado sólido. Possui aterro para resíduos industriais e sistema de tratamento
de efluentes.
c) Conpanhia Alagoas Industrial S/A – CINAL
Rodovia Divaldo Suruagy, Km 12
Marechal Deodoro – Alagoas – 57160-000
Empresa responsável pelo tratamento de resíduos industriais do Pólo
Cloroquímico de Alagoas, opera unidade incineradora para resíduos em estado
líquido. Possui ainda sistema de tratamento de efluentes.
d) WPA Ambiental Ltda
Rodovia PR 469, Km 03
Pato Branco – Paraná – 85503-590
Empresa que possui a capacidade para realizar a destinação final de resíduos
PCb em estado sólido, pelo processo de reciclagem de materiais.
7) PROPOSTAS PARA GERENCIAMENTO DO PROBLEMA:
De forma a atender as obrigações da “Convenção de Estocolmo”, são
propostos os seguintes objetivos:
7.1) OBJETIVOS A ATINGIR:
_____________________________________________________________________________________________

a) Inventário: realizar um inventário com a maior exatidão possível que
englobe os seguintes resíduos PCB:
• Equipamentos elétricos (transformadores, capacitores e cabos)
originalmente PCB.
• Equipamentos elétricos (transformadores) PCB por contaminação.
• Áreas e instalações contaminadas por PCBs.
• Outros resíduos PCB
b) Regulamentação: regulamentar de forma objetiva os seguintes aspectos do
problema:
• Revisão da legislação específica existente
• Definição objetiva dos níveis de contaminação por PCBs admissíveis
em:
o Óleos isolantes
o Equipamentos elétricos
o Instalações industriais
o Materiais sólidos impermeáveis
o Materiais sólidos permeáveis
• Regulamentação de procedimentos para:
o Operação de equipamentos elétricos
o Armazenagem de resíduos PCB
o Transporte de resíduos PCB
o Destinação final de resíduos PCB
c) Eliminação dos estoques existentes: com base no inventário realizado
conforme em a, estabelecer cronograma para eliminação do estoque de PCBs
conforme:
• Equipamentos elétricos (transformadores, capacitores e cabos)
originalmente PCB.
• Equipamentos elétricos (transformadores) PCB por contaminação.
• Áreas e instalações contaminadas por PCBs.
• Outros resíduos PCB
7.2) ATIVIDADES A REALIZAR:
De forma a atingir os objetivos definidos acima sugere-se o estabelecimento de
grupo de trabalho, com a incumbência específica de realizar as seguintes
atividades:
a) Inventário: Elaborar metodologia de inventário que leve em conta o
seguinte:
_____________________________________________________________________________________________

• Definir as fontes de informação: sindicatos e entidades setoriais
industriais, órgãos ambientais estaduais, prefeituras municipais.
• Definir os métodos de investigação: inspeções e questionários
b) Regulamentação:
• Proceder à reavaliação da legislação específica existente, notadamente
a Portaria Interministerial 019 de 29/01/1981 e a Instrução Normativa
SEMA STC/CRS – 001 de 15/06/1983.
• Elaborar a definição objetiva dos níveis de contaminação por PCBs
admissíveis em:
o Óleos isolantes
o Equipamentos elétricos
o Instalações industriais
o Materiais sólidos impermeáveis
o Materiais sólidos permeáveis
• Promover o detalhamento do conteúdo da NBR-8371 para elaborar
regulamentação de procedimentos para:
o Operação de equipamentos elétricos
o Armazenagem de resíduos PCB
o Transporte de resíduos PCB
o Destinação final de resíduos PCB
o Métodos de análise para determinação de PCBs nos diversos
substratos
c) Eliminação dos estoques existentes:
• Elaborar metodologia para qualificação e certificação de laboratórios
para prestação de serviços de análises de PCB nos diversos substratos.
• Elaborar metodologia para qualificação e certificação de instalações
para destinação final de resíduos PCB.
• Elaborar cronograma de eliminação de PCBs a partir da seguinte ordem
de prioridades:
o Escolas
o Hospitais e centros médicos
o Prédios comerciais
o Centros de Compras (shopping centers)
o Instalações públicas:
• Portos
• Aeroportos
• Ferrovias
• Rodovias
• Repartições públicas
o Subestações urbanas de empresas distribuidoras de energia
o Subestações de usinas hidrelétricas
o Subestações de instalações industriais
_____________________________________________________________________________________________

• Indústrias de montagem
• Industrias de mineração
• Indústrias siderúrgicas
• Indústrias químicas
o Subestações de empresas de energia localizadas fora de centros
urbanos e usinas hidrelétricas.
8) BIBLIOGRAFIA:
8.1) Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, NBR-8371, Ascaréis
para Transformadores e Capacitores – Procedimento.
8.2) Diamond Shamrock Corp., Dept of Safety Assessment, Toxicologi Unit,
Report nr. 000-5tx-81-0027-001, Review of The Toxicity of Polychlorinated
Biphenyls.
8.3) Fernandes, P.O.; Bifenilas Policloradas, Revista FUNDACENTRO, vol.15,
nr.178, outubro de 1984.
8.4) Westinghouse Electric Corporation, Instructions for Handling Inerteen
Insulating Fluid P.D.S. 54201CM and Installation and Maintenance of Inerteen
Transformers, Sharon, PA, 1976.
8.5) Federal Register, Environmental Protection Agency, CFR-40, Part 761,
July, 1, 1990.
8.6) D.O.U Executivo, 02/02/81, pag. 2151, Ministério do Interior, Gabinete do
Ministro, Portaria Interministerial 019 de 29/01/81.
8.7) Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA, Instrução Normativa
STC/CRS-001, 15/06/83.
8.8) National Institute for Occupational Safety and Health, Current Inteligence
Bulletin 45, PCBs Potential Hazards from Electrical Equipment Fires and
Failures, Cincinatti, Ohio, 1986.
8.9) Clairborne, C and Vacher, C.L; Transform: A Process for In-Service
Reclassification of Askarel Filled Transformers; American Power Conference,
Annual Meeting, April 1986.
8.10) Fernandes P.O; Líquidos Isolantes para Aplicações Especiais,
Manutenção e Serviços, nr.8, Janeiro de 1989.
8.11) UNEP Chemicals: “PCB transformers and capacitors: From management
to reclassification and final disposal”, 2002
_____________________________________________________________________________________________

8.12) Basel Convention Series / SBC N
o
2003/01: Preparation of a national
environmentally sound management plan for PCBs and PCB-contaminated
equipment in the context of the implementation of the Basel Convention,
8.13) Teixeira, S.G e Rodrigues, A.P.P.L, Relatório técnico 2, Contrato de
Serviço BR/CNT/0400595.001 firmado com a Organização Pan-Americana da
Saúde.
8.14) Azevedo, F.A, Snapshot study of POPs in Brazil – Technical Component
– Relatório Final.
_____________________________________________________________________________________________

Retirado do http://www.mma.gov.br

 

Written by danielbiologo2

janeiro 25, 2013 at 4:02 pm

Pedal Floripa…GCR

with 2 comments

Aproximadamente duas semanas antes, pelo facebook divulguei um pedal de domingo, uma pedalada de aproximadamente 100Km. Os dias foram passando, com vários comentários e confirmações dos ciclistas e bicicleteiros….nada de muita euforia com relação a tanta gente que iria participar,  pois ainda temos essa “mania” de se empolgar confirmar presença e, de centenas se tornam apenas alguns…
Domingo dia 13, saí de casa as 6h e pedalei fácil, poucos motorizados nas ruas, mas os poucos sempre cometendo infrações e dirigindo em excesso de velocidade. Cheguei debaixo da Ponte Pedro Ivo uns 30 min antes do horário combinado, 7:13h, fiz um leve alongamento e verifiquei que fui relativamente rápido 16,5km em 38min! Pouco a pouco foram chegando os ciclistas, partimos 7:45 pois, resolvemos esperar um pouco para ver se aparecia mais alguém, afinal alguns não estavam e haviam confirmado. Nos primeiros minutos de pedal, encontramos com mais alguns no caminho e agora estávamos em 10 Bicicletas. Pouco depois uma Bicicleta com problemas no câmbio retornou, evitando assim ficar pelo caminho, como ainda estava perto de casa era o melhor a ser feito. Assim em nove Bicicletas e com a presença de apenas “duas meninas”, o pequeno grupo prosseguia  no trajeto. Pela marginal da BR-101 pedalávamos em uma média de 18 a 20 Km/h, chegando em Biguaçu, entramos na cidade e alguém falou;
-Queria uma padaria.
Procuramos, demos uma voltinha perguntando aos locais e chegamos na mesma, após uns minutinhos e um café retomamos o pedal.

Havia olhado a previsão na internet e havia previsão de chuva pela manhã, tarde e noite, mas não acertaram, teve sol de rachar o tempo todo. Pedalando pelo acostamento da BR-101 e sempre que tinha marginal ou localidades, íamos por elas, nosso intuito não era a velocidade e sim o passeio, mesmo assim disse que deveríamos manter a média 18 a 20Km/h para aproveitar as paradas e etc. Ao sair da BR-101, entramos da SC-410 que nos levaria a GCR, esta estrada que passa pela Baía dos Golfinhos, praia dos Currais (antiga indústria e comércio de pescados), praia do Antenor, praia das Caravelas e outras localidades pela costa até chegarmos na praia da Fazenda da Armação da Piedade, todo esse trecho é quase uma “montanha russa” de tanta subida e descida, com o calor do sol, do asfalto e o calor da musculatura, cheias de “endorfinas e adrenalinas”, o esforço e tudo mais da subida, só terminava com a alegria da descida….no final todos sorriam pois é disso que trata o pedal, sentir o caminho como só a Bicicleta consegue conferir. Cada ondulação, cada subida, cada curva e todos os visuais, tenho certeza ficaram marcados na memória da galera.
Chegamos e estacionamos as Bicicletas ao nosso lado no Ranchos Bar na praia da Gamboa. Aqui ficamos até aproximadamente 15h, almoçamos, conversamos e descansamos. Retomamos o pedal pela SC-410 com destino a Palmas do Arvoredo a mais “ingreme” subida, talvez pelas pernas cansadas, uma parada no mirante para fotos e depois a descida até Gov. Celso Ramos. Aqui uma paradinha no pier central e um caldo da cana, observamos a paisagem e trocamos palavras com moradores. Seguindo o caminho pela SC-410, chegamos na BR-101 e pelo seu acostamento e marginais chegamos até Florianópolis, onde entramos na rua Heriberto Hulse, Av. Leoberto leal, rua Mar. Max Schram, rua Castro Alves e chegamos na Ciclovia da Beira Mar no Estreito, atravessamos a passarela da Ponte Pedro Ivo e terminamos com bastante sucesso o passeio. Nove Bicicletas, nenhum problema, nenhum pneu furado….
Depois das despedidas cada um seguiu seu caminho, uma leve indecisão de onde comer, uma voltinha de Bicicleta e ninguém se acertou, e definitivamente cada um seguiu o caminho de casa, eu ainda tinha o Morro da Lagoa pela frente. Iniciei a subida, já era noite e assim que a parte mais inclinada começou percebi que usando a “vóvozinha” estava bem devagar e me esforçando muito, é como sempre digo, não tem nenhum problema em descer e empurrar um pouco, aliás até faz bem mudar um pouco a posição da musculatura, depois a descida com bastantes motorizados e o centrinho da Lagoa congestionado, passei…..(meu registro 16,5Km + 111,0Km + 21,0Km = 148,5Km)

Governador Celso Ramos

Fotos do pedal, AQUI !

Dados do pedal:
111 Km
em aproximadamente 6:31 em cima da magrela,
média de 17Km/h,
minha máxima de 71km/h
(ciclocomputador da minha Bicicleta)

O pedal não pode ser considerado muito fácil, mas a turma tirou de letra, o grupo sempre estimulando e “raramente” se separando, pedalou conversando e aproveitando o caminho. Coisas que só a Bicicleta consegue proporcionar. Tens dúvida? Vem pedalar com a gente ou procura um grupo na sua cidade!

 

Written by danielbiologo2

janeiro 15, 2013 at 12:46 am

Publicado em Pedalando por aí...

Meta é mais 30km de ciclovias em um ano

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“Ciclofaixas de lazer a exemplo de outras cidades, que só funcionam aos domingos, não são ideais. O correto para melhorar a mobilidade urbana de Floripa, são ciclofaixas definitivas, atraindo a demanda reprimida de 74% de pessoas que gostariam de utilizar a Bicicleta em seus deslocamentos urbanos. Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas são fundamentais, para atrair mais Bicicletas para as ruas, reduzindo o número de automotores.”
Daniel de A. Costa.

 

Matéria publicada no Diário catarinense do dia 10 de janeiro de 2013 | N° 9778

PEDALADAS INCIAIS

Meta é mais 30km de ciclovias em um ano

Plano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano representa um aumento de 70% da atual malha

Se depender da vontade dos técnicos da prefeitura, Florianópolis deve chegar em janeiro de 2014 com 30km a mais de ciclovias, um aumento de 70% em relação à atual malha cicloviária de 43km da Capital. A meta foi estipulada pelo prefeito Cesar Souza Junior (PSD) e pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Dalmo Vieira Filho.

Segundo o secretário, a equipe de técnicos da pasta deve começar nos próximos dias a detalhar os projetos de criação das chamadas ciclofaixas de lazer, que reservam trechos de ruas e avenidas para o ciclismo em determinados horários e dias da semana, e das ciclovias fixas que serão reformuladas ou construídas nos próximos anos.

– Já fizemos várias reuniões para discutir o assunto, e creio que não teremos dificuldades em criar as ciclofaixas. Nossa maior preocupação é garantir segurança e infraestrutura de qualidade para os ciclistas, estimulando mais gente a pedalar. Acidentes não poderão acontecer – afirma o novo secretário.

Pelos planos da prefeitura, serão criadas ciclofaixas no Continente, no Centro, na Trindade e nas regiões do Saco da Lama e de Cacupé. Entre as ciclovias, a prioridade total é o trecho da chamada Bacia do Itacorubi, que atenderia à demanda de alunos da Udesc e da UFSC que usam a bicicleta como meio de transporte.

Antes de concluir os projetos, Dalmo diz que pretende conversar com entidades e associações que atuam na área, pedindo conselhos e ideias de melhorias às propostas.

– Já temos vários projetos que estão sendo desenvolvidos no Ipuf, mas precisamos conversar com essas entidades antes de começar nossas ações. Temos pessoas pensando em como deve ficar o trânsito, para evitar reclamações dos motoristas, por exemplo. Tudo precisa ser muito bem pensado e planejado – explica Dalmo.

Para o integrante do grupo de ciclistas Bike Anjo Fabrício Sousa, qualquer medida que atenda à demanda reprimida na cidade é bem-vinda, ainda que considere haver demora em executar projetos relativamente simples e baratos.

– Claro que o ideal é haver mais ciclovias com separação dos carros, mas a colocação de ciclofaixas de lazer já é uma ação a se comemorar. Floripa tem todo o jeito para isso, o próprio turismo seria beneficiado com mais ciclovias – afirma.

Militante questiona ciclofaixa de lazer

O presidente da Viaciclo, principal entidade de ciclousuários do município, Daniel de Araújo Costa, diz que a criação de ciclofaixas de lazer não é a solução ideal para ajudar a melhorar os gargalos de mobilidade urbana da Capital catarinense.

– É uma coisa meio estranha, para funcionar só aos domingos. Você acaba sem a opção de se deslocar de bicicleta como um meio de transporte no seu dia a dia. A ciclofaixa não deve servir só com fins de entretenimento, é preciso termos mais ciclovias de transporte urbano para o deslocamento urbano – argumenta.

Captura de tela 2013-01-10 às 09.10.20Captura de tela 2013-01-10 às 09.10.38

Original no DC aqui: ONLINE

Written by danielbiologo2

janeiro 10, 2013 at 11:26 am

Publicado em Textos recebidos