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Archive for fevereiro 2014

Assim falou Zaratustra, com Pizza

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Conheci esta obra no estilo mangá em uma pizzaria, a primeira parte transcrevi abaixo, sem os quadrinhos.

 Em 1883, Nietzsche publica Assim falou Zaratustra (Partes I e II), sua obra-prima. Em 1884 e 1885, viriam as partes restantes. Sob a máscara do lendário sábio persa, Nietzsche anuncia sua filosofia do eterno retorno e do super-homem, disposta a derrotar a moral cristã e o ascetismo servil.

Assim falou Zaratustra (Da coleção L&PM Pocket, out 2013)
Friedrich Nietzsche

Deus está morto.
Captura de tela 2014-02-16 às 22.49.06

Deus é o Homem…

Seu delírio…

E criação.

Deixou de ser existência…

Para se tornar objeto de fé.

Acreditem no que eu digo.

Foram o cansaço causado pela dúvida e pela incerteza…

e o anseio causado pela felicidade…

que fabricaram os deuses e todo o universo que os envolve.

Neste mundo, não há diabo nem inferno…

só o que há…

é o ego.

No entanto, o cotidiano das pessoas parece se fundar…

sobre o ato mortal de reprimir cada qual seu próprio ego.

Repito deus está morto.

O que devemos ouvir não é a voz de uma finada divindade…

mas sim a voz do ego.

O ego anseia…

pela consciência.

Deseja um espírito que se mantenha negando o que lhe é negado…

até conseguir alcançar com suas próprias mãos a liberdade de criar o novo.

O ego espera pela inspiração de se divertir com o ato de criar.

Procura por um guia que o leve a consolidar a vontade que traz de dentro de sí.

Para isso, o espírito torna-se leão.

O guia para a superação do Homem.

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Written by danielbiologo2

fevereiro 17, 2014 at 1:56 am

A Criação, como salvar a vida na terra.

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Lido em 23/03/2008
acriacaoC
opyright © 2006 Edward O. Wilson

A Criação é um apelo para que deixemos o embate entre religião e ciência de lado para podermos salvar a vida no planeta, que nunca esteve tão ameaçada. Valendo-se de suas experiências como um dos biólogos mais destacados no cenário mundial, Edward O. Wilson prevê que, até o final do século, pelo menos a metade das espécies de plantas e animais da Terra poderá ter desaparecido, ou estará a caminho da extinção precoce.
Escrito em forma de carta a um pastor evangélico, A Criação demonstra que a ciência e a religião não precisam ser, necessariamente, antagonistas em guerra. Ao fornecer explicações a respeito dos motivos ambientais e espirituais para nos alarmarmos com a poluição, o aquecimento global e o rápido declínio da diversidade biológica do planeta, Wilson sugere que, se ciência e religião usarem de seu poder para forjar uma aliança fundamentada no respeito mútuo, relevando as diferenças metafísicas básicas e buscando alcançar objetivos práticos, alguns dos mais graves problemas do século XXI poderão ser resolvidos rapidamente.

1. Carta a um pastor evangélico: saudação

Prezado Pastor:
Nunca nos encontramos pessoalmente, contudo sinto que o conheço bem o suficiente para chamá-lo de amigo. Em primeiro lugar, nós dois fomos criados na mesma fé. Na infância, eu também respondi ao chamado do altar; também recebi o batismo. Embora não pertença mais a essa religião, estou certo de que, se nós nos encontrássemos, e conversássemos em particular acerca das nossas crenças mais profundas, isso se daria num clima de mútuo respeito e boa vontade. Sei que ambos compartilhamos muitos preceitos de conduta moral. Talvez também tenha importância o fato de sermos americanos. E, se é algo que ainda pode afetar a civilidade e as boas maneiras, vale lembrar que somos eu e você do sul do país.
Escrevo-lhe agora para consultá-lo e pedir-lhe ajuda. É claro que, ao fazer isso, não vejo como evitar as diferenças fundamentais entre nossas visões de mundo. O senhor interpreta literalmente a Sagrada Escritura cristã. O senhor rejeita a conclusão da ciência de que a humanidade evoluiu a partir de formas inferiores. O senhor acredita que a alma de cada pessoa é imortal, fazendo deste planeta uma estação intermediária para uma segunda vida, uma vida eterna. A Salvação é garantida para aqueles que encontram a redenção em Cristo.
Sou um humanista secular. Creio que a existência é aquilo que nós fazemos dela, como indivíduos. Não há garantia de vida após a morte, e céu e inferno são o que criamos para nós mesmos, aqui neste planeta. Não há nenhum outro lar para nós. A humanidade aqui se originou por meio da evolução, a partir de formas inferiores, ao longo de milhões de anos. E falarei claramente: sim, nossos ancestrais eram animais semelhantes a símios. A espécie humana adaptou-se física e mentalmente à vida na Terra, e a nenhum outro lugar. Nossa ética é o código de conduta que temos em comum, com base na razão, na lei, na honra e em um senso inato de decência, ainda que alguns o atribuam à vontade de Deus.
Para o senhor, a glória de uma divindade invisível; para mim, a glória do universo por fim revelado. Para o senhor, a crença em um Deus que se fez carne para salvar a humanidade; para mim, a crença no fogo que Prometeu arrebatou para libertar os homens. O senhor encontrou sua verdade final; eu ainda estou buscando a minha. Eu posso estar errado, ou o senhor pode estar errado. Talvez nós dois estejamos parcialmente certos.
Será que essa diferença em nossa visão de mundo nos separa em todas as coisas? Não creio. Tanto o senhor como eu, e cada ser humano, lutamos pelos mesmos imperativos: segurança, liberdade de escolha, dignidade pessoal e uma causa em que acreditar, uma causa maior do que nós mesmos.
Vejamos, então, se podemos nos encontrar do lado de cá da metafísica, para lidar com o mundo real que é tanto meu como seu. Exponho a questão dessa maneira porque o senhor tem o poder de ajudar a resolver um grande problema que me preocupa profundamente. Espero, aliás, que o senhor também tenha essa mesma preocupação. Minha sugestão é que deixemos de lado as nossas diferenças, a fim de salvar a Criação. A defesa da Natureza viva é um valor universal. Ela não provém de nenhum dogma religioso ou ideológico, tampouco promove tais dogmas. Não; ela serve, sem discriminação, aos interesses de toda a humanidade.
Pastor, precisamos da sua ajuda. A Criação – a Natureza viva – está enfrentando uma grave crise. Os cientistas estimam que, se a conversão dos habitats naturais e outras atividades humanas destrutivas prosseguirem no ritmo atual, metade das espécies de plantas e animais na Terra pode desaparecer, ou, pelo menos, estará fadada à extinção precoce até o final deste século. Nada menos do que um quarto das espécies chegará a esse nível durante o próximo meio século, só como resultado das mudanças climáticas. A taxa atual de extinção, calculada pelas estimativas mais conservadoras, é cerca de cem vezes maior do que a que predominava antes de o ser humano aparecer na Terra, e deverá ser pelo menos mil vezes maior nas próximas décadas. Se a extinção continuar nesse compasso, o custo para a humanidade, em termos de riqueza, segurança ambiental e qualidade de vida, será catastrófico.
Com certeza estamos de acordo no que diz respeito ao fato de que cada espécie, por mais humilde e quase invisível que nos pareça, é uma obra-prima da biologia, que bem vale a pena salvar. Cada espécie possui uma combinação única de traços genéticos que a encaixa, com maior ou menor precisão, em uma parte específica do meio ambiente. A simples prudência ordena que ajamos depressa para evitar a extinção das espécies, e com ela a pauperização dos ecossistemas da Terra – e, portanto, da Criação.
O senhor pode estar se perguntando: “Por que eu?”. É porque hoje a religião e a ciência são as duas forças mais poderosas do mundo, inclusive e especialmente nos Estados Unidos. E, se pudessem se unir no terreno comum da conservação biológica, o problema logo seria resolvido. Se existe algum preceito moral compartilhado pelos crentes de todas as religiões, é que devemos, a nós mesmos e às futuras gerações, um ambiente belo, rico e saudável.
Fico perplexo ao ver tantos líderes religiosos, que representam espiritualmente a grande maioria da população mundial, hesitar em tornar a proteção da Criação uma parte importante da sua doutrina. Será que eles acreditam que a ética centrada no ser humano e a preparação para a vida após a morte são as únicas coisas que importam? Fico ainda mais perplexo com a convicção generalizada entre os cristãos de que o Segundo Advento de Cristo é iminente e que, portanto, a situação do planeta não merece atenção. De acordo com uma pesquisa de opinião realizada em 2004, 60% dos americanos acreditam nas profecias bíblicas relatadas no Apocalipse de são João. Muitos deles, totalizando milhões de indivíduos, crêem que o Fim dos Tempos ocorrerá durante o período de vida dos que hoje habitam a Terra. Jesus voltará à Terra, e aqueles redimidos pela fé cristã serão transportados, fisicamente, para os céus, enquanto aqueles que ficarem para trás terão que passar por graves dificuldades e, ao morrer, sofrerão a danação eterna. Os condenados ficarão no inferno, tal como os já enviados para lá nas gerações anteriores, ao longo de 1 trilhão de trilhões de anos – tempo suficiente para o Universo se expandir até a sua própria morte por entropia, para incontáveis universos semelhantes a este nascerem, se expandirem e também morrerem. E isso é apenas o início do perene sofrimento das almas condenadas no inferno – e tudo devido a um erro que cometeram ao escolher sua religião, durante o período infinitamente minúsculo em que habitaram a Terra.
Para aqueles que acreditam nessa forma de cristianismo, o destino de 10 milhões de outras formas de vida realmente não importa. Essa doutrina, e outras semelhantes, não se constitui de evangelhos de esperança e compaixão. São evangelhos de crueldade e desespero. Não nasceram do coração do cristianismo. Pastor, diga-me que estou errado!
Seja qual for a sua resposta, permita que eu apresente uma ética alternativa. O grande desafio do século XXI é elevar a população de todo o planeta a um padrão de vida decente, e ao mesmo tempo preservar ao máximo as demais formas de vida. A ciência oferece à ética esta parte do argumento: quanto mais estudamos a biosfera, mais percebemos como é complexa, e como é bela. Conhecê-la é como beber de um poço mágico: quanto mais tiramos, mais ele nos oferece. A Terra, e em especial a camada de vida que a envolve, fina como uma navalha, é o nosso lar, nossa fonte de vida, que nos dá o sustento físico e também boa parte do sustento espiritual.
Sei que a ciência e o ambientalismo estão ligados, na mente de muitos, com a evolução, com Darwin e com o secularismo. Permita-me adiar o momento de desembaraçar tudo isso (voltarei ao assunto mais tarde) para ressaltar novamente: proteger a beleza da Terra e sua prodigiosa variedade de formas de vida deveria ser um objetivo comum a nós dois, apesar das diferenças entre nossas convicções metafísicas.
Para argumentar à boa maneira dos evangelhos, peço licença para contar a história de um jovem recém-treinado para o ministério religioso, e tão apegado a sua fé cristã que submetia todas as questões morais às suas leituras bíblicas. Quando visitou a floresta tropical do Brasil, semelhante a uma catedral à beira do Atlântico, viu ali a mão manifesta de Deus e anotou em seu caderno: “Não é possível dar uma idéia adequada dos sentimentos superiores de deslumbramento, admiração e devoção que inundam e elevam a mente”.
Esse era Charles Darwin em 1832, no início de sua viagem no HMS Beagle, antes de ter dedicado qualquer pensamento à evolução.
E eis aqui Darwin, concluindo Sobre a origem das espécies, em 1859, depois de abandonar o dogma cristão e, com sua recém-adquirida liberdade intelectual, formular a teoria da evolução por seleção natural:

Há grandeza nesse modo de ver a vida, com seus diversos poderes, tendo sido originalmente instilada de um sopro em algumas poucas formas ou em uma só; e que, enquanto este planeta ia girando segundo a lei fixa da gravidade, a partir de um início tão simples, infinitas formas, tão belas e maravilhosas, evoluíram e continuam
a evoluir.

A reverência de Darwin pela vida não se alterou ao atravessar essa falha sísmica que cindiu ao meio sua vida espiritual. E o mesmo pode acontecer com a divisão que hoje separa o humanismo científico das principais religiões. E que separa o senhor de mim.
O senhor está bem preparado para apresentar os argumentos teológicos e morais para salvar a Criação. É animador ver o movimento crescente no interior das denominações cristãs em apoio à conservação global. Essa linha de pensamento tem surgido de muitas fontes, da evangélica à unitarista. Hoje é apenas um pequeno riacho. Amanhã, será uma torrente.
Já conheço grande parte dos argumentos religiosos em favor da Criação e gostaria de aprender mais. Agora apresentarei ao senhor, e a outros que queiram ouvir, o argumento científico.
O senhor não irá concordar com tudo o que afirmo sobre as origens da vida – a ciência e a religião não se mesclam facilmente nesses assuntos -, mas eu gostaria de pensar que nessa questão, que é crucial, nós dois temos um propósito em comum.

http://www.companhiadasletras.com.br

Written by danielbiologo2

fevereiro 10, 2014 at 3:22 am

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Abrigo……

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Hoje dia 31 de janeiro de 2013, mais um dia de trabalho. Na sede do parque Estadual da Serra do Tabuleiro recebemoso abrigo institucional de Palhoça, uma turminha bem divertida, apesar das histórias por trás de suas vidas, de poucos anos.

    Ao meu ver, a cada dia eu tenho mais certeza da velha frase do Oscar Wilde;
“O maior inimigo da Humanidade, é o homem”.

    As crianças chegaram, logo depois nós chegamos, no centro de visitantes a Morgana estava recepcionando a todos, em seguida fomos conhecer a mais que centenária Casa Açoriana, onde fizemos um foto do grupo. Percorremos a trilha da Restinga da Baixada do Maciambú com eles, observando as plantas e e tudo ao redor, no “teatrinho” (um pequeno palco e bancos) fizemos um “teatro improvisado”, sem texto, sem roteiro, apenas as vontades de cada criança, inclusive com palmas que os atores pediam…..
    Brincamos bastante, as crianças queriam sempre estar segurando minha mão, as duas meninas sempre me pediam colo. Por trás das histórias destas crianças, absurdos, crimes, abandono e muita coisa ruim, apesar de aqui estarmos brincando, rindo, correndo, conhecendo o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, havia um misto de angustia e tristeza em meu pensamento (inclusive a ausência da minha Filhota em minha vida).
Segurei, mas foi difícil segurar as lágrimas, agora escrevendo estou sozinho, posso chorar…

Como disse misturei tanta coisa que realmente fica difícil expressar os sentimentos, a menina que me pedia colo , que eu dei sempre que pude, conversei no mesmo nível valorizando e concordando com as palavras do garoto de 13 anos, que sorria quando isto ocorria (teve o Pai assassinado na sua frente), e a interação com todos eles, foram palavras, beijos, abraços e brincadeiras, enfim educação ambiental também é propiciar momentos de alegria a estas crianças em meio a Natureza do Parque.

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Foto feita pela Evanise com meu celular ao lado da Casa Açoriana com as nove crianças, o monitor da turma, a Chefe do Parque Morgana e o DanielBiólogo. 

Pois é histórias reais de vida que se cruzam, deixam marcas fortes em todos.
Cada um com seus “problemas”, cada um com seus “fatos”, uns maiores, piores, irreversíveis e até deixando profundas cicatrizes físicas e “espirituais”, mas as vidas continuam….infelizmente nem sempre “cheias de vida”!

Sim, chorei por elas, choro por mim…

Written by danielbiologo2

fevereiro 1, 2014 at 11:03 am

Publicado em Meio Ambiente, minha vida