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Archive for abril 2014

FALTA INFORMAÇÃO, FALTA INTERESSE?

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Diário Catarinense de 18/04/2014
Captura de tela 2014-04-19 às 20.00.55
Entra feriado, passa feriado, turistas e população sofrem com a total falta de informação. Nos terminais do transporte coletivo, além da nítida falta de horários e veículos, um outro grave “problema”  de simples solução, dificulta ao extremo o uso do ônibus. Em qualquer terminal da Grande Florianópolis a ausência de mapas com as linhas, horários, pontos turísticos e de interesse, é fato. Mas propagandas de futilidades e inutilidades para a mobilidade urbana, são frequentes inclusive tirando o foco da verdadeira finalidade de um terminal de transporte urbano. Outro grave erro, no meu percurso de 17Km por exemplo, se eu precisar no meio fazer alguma tarefa e descer do ônibus, para realizar o mesmo trajeto de 17Km, vou precisar pagar mais uma vez? Está mais do que na hora de termos o passe/cartão semanal, mensal ou até mesmo o anual , como uma cidade inteligente, onde o respeito com o cidadão é o foco! Infelizmente é nítido o descaso com a população e turistas, até quando esta falta de interesse na mobilidade urbana será a regra em nossa cidade? Por favor Sociedade e Poder Público, a Grande Florianópolis pede socorro nesta questão!

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Written by danielbiologo2

abril 19, 2014 at 11:05 pm

Dia do Ciclista

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bicicleta na ponte x sonho?

Conflitos sobre o “Dia do Ciclista”

15 de abril foi anunciado  como o Dia Internacional do Ciclista, o que fez muitos saírem pedalando e dando parabéns por ai.

Mas oficialmente aqui no Brasil o Dia do Ciclista é 19 de agosto, de acordo com a publicação no Diário Oficial da União dia 11 de abril de 2008.

PROJETO DE LEI DA CÂMARA Nº 43, DE 2008

(Nº 832/2007,na Casa de origem)

Cria o Dia Nacional do Ciclista.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional do Ciclista, a ser comemorado, anualmente, no dia 19 de agosto.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

A data 19 de agosto foi escolhida, pois neste dia no ano de 2006, um estudante de biologia (Pedro Davison) prestes a se graduar, foi atropelado e morto por um motorista que na faixa proibida a circulação de veículos automotores, acertou a bicicleta de Pedro por trás, não deu assistência à vítima e fugiu. E pior, fugiu porque sua carteira de habilitação estava vencida.

Ainda nos deparamos com o dia 8 de dezembro, que é considerado pela Confederação Brasileira de Ciclismo como a data oficial estando relacionada com a comemoração deMadonna Del Ghisallo – Padroeira dos Ciclistas , mas ainda entra em conflito, pois a data da consagração por Pio XII foi 13 de outubro.

Sabe por que temos tantas datas? Pois realmente somos importantes, fazemos a diferença e contribuímos para um mundo melhor. Portanto hoje, amanhã, daqui um mês, não importa! Se a bike faz parte da sua vida e está misturada ao seu sangue, todo dia é dia!

Viva a Bicicleta!

Por Bianca Fernandes

Retirado daqui: ViaCerta Natal/RN

Written by danielbiologo2

abril 16, 2014 at 6:27 am

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Lua Sangrenta

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Acordei e fui para a rua,

Para ver a Lua sangrenta,
Para ver a Lua nua,
Nada mais me afugenta.

Estava namorando ela,
Em segundos sem eira nem beira.
Vermelha de vergonha se escondeu,
Atrás do Morro do Maciço da Costeira.

 

DSC_0008

Fotos: DanielBiólogo as 04:45 do dia 15 de abril de 2014

DSC_0014Se escondendo…

Written by danielbiologo2

abril 16, 2014 at 2:25 am

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30 dias…

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bbcvDia nove de março, um domingo, um dia que era para ser calmo, de repente é abruptamente  violento…
Um MALtorista embriagado transita sem condições, dirigindo(?) um carro por uma via  conhecida por Travessão do Rio Vermelho, uma rua sem passeios, sem infra estrutura que  traga segurança as pessoas, ou seja, é uma via que “estimula” a velocidade dos motorizados  em detrimento da mobilidade urbana.
João Vítor de apenas 10 anos, transitava em sua bicicleta pelo único local existente e  conforme o CTB que diz;
 Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá  ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for  possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de  circulação regulamentado para a via,com preferência sobre os veículos  automotores.

 Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.
Mas…

E no dia 30 de março, ciclistas, moradores, motoristas, amigos e sua família caminharam por quase toda a extensão desta via, para chamar a atenção da Sociedade e do Poder Público.
Ciclistas saíram de várias localidades da Grande Florianópolis e numa pedalada saindo do centrinho da Lagoa da Conceição, levaram a Bicicleta Branca  neste trajeto de quase 20Km. Mesmo com este símbolo a reboque em outra bicicleta e dezenas de ciclistas transitando conforme o CTB, MALtoristas insistem em ultrapassar em alta velocidade e raspando nos ciclistas (desrespeitando os Art.201 e 220 do CTB), muitos propositadamente numa manobra egoísta e individualista conhecida como; -“fina educativa”, uma ignorante forma de pensar de alguns motoristas, que por estarem em seus carros, se acham superiores e donos das ruas.
Cabe aqui relatar um fato ocorrido comigo;
-Tempos atrás conversava com um indivíduo, um papo bastante cordial e inteligente, mas passamos a discutir sobre mobilidade, concordamos em muitas coisas, falei que não tinha carro e que só transitava de Bicicleta e transporte coletivo, etc, etc, etc…. Depois de alguns minutos, eu disse que as ruas não eram local de estacionamento de carros ou quaisquer outros motorizados, afinal carros estacionados na ruas eram como um “colesterol urbano”. Assim como as placas de gordura “estacionadas” em nossas veias e artérias, causam diversos problemas de saúde, levando ao infarto do miocárdio. Os carros estacionados nas ruas impedem e bloqueiam o fluxo do sangue, aliás do trânsito levando ao infarto, aliás ao colapso da cidade. Terminei dizendo que o Poder Público não tem obrigação nenhuma de criar vagas de estacionamento nas vias e ruas da cidade. E que inclusive em vez de carros bloqueando a passagem, é muito mais saudável e conferindo mobilidade urbana, pessoas e bicicletas em um largo passeio e uma bela ciclofaixa, melhorando inclusive o acesso e maior freqüência ao comércio (o que é melhor um carro estacionado ou pessoas e ciclistas transitando em frente do comércio?) Neste momento este indivíduo ficou nervoso e me disse; -Meu carro custa R$ 200 mil, eu tenho muito mais direito de usar a rua, do que você com tua bicicleta de mil reais!?!

Respondi; mil e setecentos, tenha um Bom dia!!!

Infelizmente temos uma parcela de MALtoristas que pensam assim.

jvcv

Chegamos pouco antes das 15h na pracinha do Rio Vermelho, onde está situada a Igreja de São João Batista de 1750. Em poucos minutos dezenas de pessoas chegaram e se juntaram a nós, ciclistas.
As 15:30, com apoio de um carro de som e um microfone sem fio todos iniciaram a caminhada, com faixas, apitos, palmas, a Bicicleta Branca e vários carros (apoiando a manifestação) buzinando atrás de todos. Literalmente as buzinas eram também um grito, pedindo Paz no trânsito.
A Mãe do João Vítor no microfone deixou claro para todos em uma demonstração de força e por que não em nome de seu filho, retirado de forma violenta de seus braços, conforme ela mesmo relatou com dor…
-”Estou aqui não é só por causa de meu filho, estou aqui para pedir (exigir ação concreta do Poder Público) que isto não venha a ocorrer com o filho de mais ninguém…”
Alguns participantes foram falando no microfone, outros pediam que alguém falasse por eles, e todos os pedidos eram unânimes;
-Redução das velocidades permitidas aos motorizados, implantação de lombadas ee radares, sinalização horizontal e vertical, mais fiscalização e, por fim punição (a impunidade estimula maus e mal comportamentos no trânsito).
Eu disse que seria uma boa prática para a polícia ao encontrar um motorista embriagado, que a multa deveria ser o próprio veículo, pois convivemos  com mortes em atropelamentos por bêbados quase todos os dias (sobrevivemos), ou seja, as leis que temos não estão resolvendo. Precisamos de tolerância zero com relação aos crimes de trânsito e de investimentos sérios em infra estrutura para o transporte ativo (pedestres e ciclistas), que aliás é prioridade na Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Passamos também em frente da escola Maria Conceição Nunes, onde estudava este pequeno ciclista, Realmente por ser um bairro totalmente plano, muitos alunos(as) vão para a escola em suas bicicletas e, no pátio da escola dezenas, centenas de bicicletas “repousam” enquanto os ciclistas estudamE isto nos faz refletir, conversei com vários alunos, inclusive colegas do João Vítor, e Mães. Muitos ou quase todos estão assustados e com medo, que acarretam em sérios problemas econômicos e de mobilidade urbana para a região, principalmente para os moradores locais. Imaginem agora, um bairro plano onde muitos se deslocam em suas bicicletas, de repente todos “estes” deixam de usar a bicicleta? Ficam sem autonomia e se tiverem que utilizar um carro (aqueles que tem condições) estaremos “estimulando” os congestionamentos e gastos que não seriam  necessários…
Lembrando que:
“Congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa X efeito.”

Neste momento fico mais triste, com uma mãe que me relata;
-”Eu furei os pneus da bicicleta do meu filho para que ele não use a mesma!”

Que cidade (sociedade) “civilizada” é esta que temos medo de sair às ruas, que bêbados atropelam nosso filhos e noticiamos como acidente?
“Andar de Bicicleta não é perigoso,
perigoso é como se permite conduzir(?) motorizados em nossas ruas”.

Faço a pergunta:
-Qual de vocês leitores (principalmente aqueles com mais de 30, 40 anos) não tem ótimas lembranças da fase de criança, descobrindo o “mundo” ao redor, em cima de uma Bicicleta? E agora estamos tirando isso, das atuais e futuras gerações?
“Eu imploro”:
“Não deixem de andar de Bicicleta aos 10 anos, continuem por toda a vida.”

No local do sinistro ocorrido,  mais de 400 pessoas pararam, para erguer a Bicicleta Branca no poste. Aqui todos unidos, cada um na sua crença/religião…um minuto de silêncio…
Com a Bicicleta presa no poste, uma salva de palmas. Em seguida todos se dirigiram ao trevo, onde um abaixo assinado estava sendo preenchido por todos. Perguntei ao Pai do João Vítor se o trevo tinha um nome, pasmem:
-Salve-se quem puder! (assim é conhecido pelos locais)

Confira as Fotos aqui.

Antes de escurecer, nós os ciclistas da Grande Florianópolis, nos despedimos de todos e retornamos para o ponto de partida. No caminho é nítido o “descaso” com a infra estrutura das vias, indo contra a mobilidade urbana pela total ou quase total prioridade dada ao carro/motos.

30 dias depois de seu aniversário de 10 anos, João Vitor deixou de pedalar…

Written by danielbiologo2

abril 1, 2014 at 10:22 pm

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