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Archive for the ‘minha vida’ Category

Olho de Boi

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Por que gosto tanto deles?
Tenho algumas dezenas deles comigo, pelo que me lembro comecei a juntar eles quando há décadas atrás caminhava até a Califórnia para surfar ou cruzar o Rio Mambucaba para ir até Mambucaba histórica e a Praia das Goiabas.
Muitas vezes apenas era caminhar até a Califa, olhar as ondas e a Ilha do Algodão e Sandri.
Mas sempre que ia, voltava com algumas sementes ‘Olho de Boi”, e assim encontrei e encontro algumas por aí.
Hoje foi assim, em uma breve vistoria a trabalho na trilha que dá acesso a praia desde a área do camping do Parque estadual do rio Vermelho, ao chegar na praia uma breve caminhada, infelizmente muito lixo nas areias….ao retornar vi ele, o famoso “Olho de Boi” imediatamente peguei ele, limpei na calça retirando a areia e guardei ele no bolso.

Resumindo, mais um “olho de Boi” para minha coleção! hehehehe

olhodeboi 120816

Praia de Moçambique visualizando o Farol no morro que integra o Parque Municipal da Galheta, e a Barra da Lagoa.

E no site Tenda da Alma diz assim:
Olho de Boi – Semente
“Função: poderoso amuleto contra a inveja e o “mau-olhado”. Elimina negatividades enviadas por terceiros para as pessoas ou respectivas habitações ou locais de trabalho.”

 

 

 

Written by danielbiologo2

agosto 12, 2016 at 10:52 pm

Antes que…..perdi?

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Anos atrás meu Pai me mostrou este texto.
Eu mesmo acabei dando para alguns amigos, e tenho lido para tantos outros.

Volta e meia me emociono lendo de novo, volta e meia com lágrimas nos olhos….
Hoje, 14/09/2015,  fazem mil cento e quarenta e dois dias que não vejo minha filhota…
1136Não tenho palavras, nem sei expressar meus sentimentos….
Choro por dentro, choro por minha filha…

Antes que elas cresçam

Affonso Romano de Sant’Anna


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

 

Written by danielbiologo2

setembro 14, 2015 at 10:44 pm

Bicicleta cor de uva.

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2014-11-24 15.24.00Foi numa quinta feira, que subi o morro com ela, minha Bicicletinha azul.

Um dia de sol, temperatura agradável do fim de outono, um convite a curtir a Natureza, enfim lá estava eu, pedalando e caminhando.

      Minha Bicicleta fixa, com pneus finos, relação pesada, não permitem a escalada íngreme deste morro, mas no transporte ativo em Bicicleta empurrar faz parte, não é nenhum tipo de constrangimento.
Subindo e olhando a flora ao redor, borboletas azuis, outras pintadas, o vento passando e a frase veio naturalmente;
Borboletas são Flores que o vento tirou para dançar”.

      A chegada é sempre agradável, ainda mais por estarmos mais perto do céu e do Astro Rei, tudo bem que é apenas uma bela impressão, mas é muito boa.

      Sentei na rocha olhei o horizonte, fiquei de pé senti o sol, pulei e senti o vento.
Meu coração estava palpitante, fazia muito tempo que não sentia felicidade desta maneira.

fotobicicletinhamakingoff      Minha Bicicletinha azul começa a se posicionar, fotos e olhares, risadas e vontade de abraçar tudo naquele momento. A Bicicletinha na rocha,
as folhas da palmeira ao lado com o Sol sendo filtrado, e nas sombras eu vi uma cor de “berinjela”?
Uma rajada de vento e um arrepio, não, é cor de uva!

      O vôo do olhar levou minha Bicicletinha para o mar, para a lagoa, para o manguezal, para a mata…

      Vontade de fazer tantas coisas, não fiz, ainda bem que arrependimento não mata, segundo o dito popular!

      Ifixavoçorocasniciei a descida, tentei fazer montado na minha fixa, não deu, o chão com pedriscos e voçorocas não permitiram uma descida segura.

 Continua…

Written by danielbiologo2

abril 30, 2015 at 5:21 pm

LUA dos PAIS

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ESPETÁCULO NO DIA DOS PAIS
Superlua embeleza céu novamente em um mês
O céu apresentou um espetáculo no Dia dos Pais. O alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua, com a Lua mais próxima da Terra, resultou no fenômeno conhecido como Superlua – em que ela ficou até 14% maior e mais brilhante do que o habitual.

Foi possível observar o fenômeno ontem onde o céu estava sem nuvens. A Superlua acontece sempre quando há Lua Nova ou Cheia e quando o satélite está em aproximação máxima com a Terra. O fenômeno ocorre seis vezes por ano.

Ainda neste ano o fenômeno acontecerá de novo no dia 8 de setembro, mas nesse dia a Lua só estará Cheia a partir das 22h38min. Em 2015 a Superlua com maior proximidade da Terra será no dia 28 de setembro, quando a Lua estará a 356.877 quilômetros.

Texto retirado do Diário Catarinense do dia 11 de agosto de 2014.

Fotos feitas por Flora Neves no interior do Parque municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, no dia 10 agosto de 2014 entre as 18 e 19:30 horas.

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Written by danielbiologo2

agosto 11, 2014 at 10:44 pm

Publicado em Meio Ambiente, minha vida

Abrigo……

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Hoje dia 31 de janeiro de 2013, mais um dia de trabalho. Na sede do parque Estadual da Serra do Tabuleiro recebemoso abrigo institucional de Palhoça, uma turminha bem divertida, apesar das histórias por trás de suas vidas, de poucos anos.

    Ao meu ver, a cada dia eu tenho mais certeza da velha frase do Oscar Wilde;
“O maior inimigo da Humanidade, é o homem”.

    As crianças chegaram, logo depois nós chegamos, no centro de visitantes a Morgana estava recepcionando a todos, em seguida fomos conhecer a mais que centenária Casa Açoriana, onde fizemos um foto do grupo. Percorremos a trilha da Restinga da Baixada do Maciambú com eles, observando as plantas e e tudo ao redor, no “teatrinho” (um pequeno palco e bancos) fizemos um “teatro improvisado”, sem texto, sem roteiro, apenas as vontades de cada criança, inclusive com palmas que os atores pediam…..
    Brincamos bastante, as crianças queriam sempre estar segurando minha mão, as duas meninas sempre me pediam colo. Por trás das histórias destas crianças, absurdos, crimes, abandono e muita coisa ruim, apesar de aqui estarmos brincando, rindo, correndo, conhecendo o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, havia um misto de angustia e tristeza em meu pensamento (inclusive a ausência da minha Filhota em minha vida).
Segurei, mas foi difícil segurar as lágrimas, agora escrevendo estou sozinho, posso chorar…

Como disse misturei tanta coisa que realmente fica difícil expressar os sentimentos, a menina que me pedia colo , que eu dei sempre que pude, conversei no mesmo nível valorizando e concordando com as palavras do garoto de 13 anos, que sorria quando isto ocorria (teve o Pai assassinado na sua frente), e a interação com todos eles, foram palavras, beijos, abraços e brincadeiras, enfim educação ambiental também é propiciar momentos de alegria a estas crianças em meio a Natureza do Parque.

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Foto feita pela Evanise com meu celular ao lado da Casa Açoriana com as nove crianças, o monitor da turma, a Chefe do Parque Morgana e o DanielBiólogo. 

Pois é histórias reais de vida que se cruzam, deixam marcas fortes em todos.
Cada um com seus “problemas”, cada um com seus “fatos”, uns maiores, piores, irreversíveis e até deixando profundas cicatrizes físicas e “espirituais”, mas as vidas continuam….infelizmente nem sempre “cheias de vida”!

Sim, chorei por elas, choro por mim…

Written by danielbiologo2

fevereiro 1, 2014 at 11:03 am

Publicado em Meio Ambiente, minha vida