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A saga dos ciclistas…..

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20 de fevereiro de 2012

A SAGA DOS CICLISTAS

Por um trânsito mais democrático

Em 41 dias, foram registrados três acidentes envolvendo bicicletas na Capital, duas pessoas morreram e duas ficaram feridas

Ele pedala desde os seis anos de idade e se considera um bicicleteiro. Há 30 anos, Luiz Carlos Pereira, hoje com 54 anos, vai trabalhar de bicicleta. Todos os dias, ele faz o trajeto de 28 quilômetros, ida e volta, entre sua casa, no Campeche, Sul da Ilha e o Hospital Universitário, na Trindade, onde gerencia resíduos. Pereira só pega ônibus quando chove.

O carro, deixa na garagem. Assim como ele, muitos ciclistas querem garantir o direito de ocupar um espaço nas ruas. Mas pedalar na Ilha está cada vez mais arriscado. Desde o dia 3 janeiro, duas pessoas foram atropeladas e morreram na Capital.

– Uma lata de 1,2 mil quilos para carregar um corpinho de 60 quilos é uma estupidez ecológica. É muito gasto de energia para pouco movimento – afirma Pereira em defesa dos ciclistas.

Para ele, a bicicleta é uma academia física e espiritual. Suas reflexões são interrompidas quando ele precisa encarar a SC-405, no Sul da Ilha.

– Não tem ciclovia, os carros andam em alta velocidade e vão em cima da gente. Tenho várias cicatrizes de acidentes. O trânsito reflete a desumanização que a sociedade vive hoje. Potencializa o lado egoísta e estressado que existe dentro de cada um de nós– conta o bicicleteiro.


Ana Martins conta que já ouviu desaforos de motoristas de carros quando pedala em meio ao trânsito, frases como “vá para a calçada” e “bicicleta é confusão”. Ela faz parte do grupo de ciclistas Duas Rodas, que conta com mais de 400 pessoas cadastradas, em Florianópolis. André Piva, um dos fundadores do grupo, afirma que falta infraestrutura adequada. Para ele, as ciclovias são iniciativas bem-vindas, mas elas não impedem os riscos. Além de pequenas, não oferecem segurança, não fazem ligações com todas as regiões e, muitas vezes, são apenas uma faixa pintada no chão.

– Com a falta de ciclovias em muitas regiões, acabamos usando o acostamento das rodovias. Nem andar em estradas secundárias é viável porque em alguns locais da Ilha não existem estradas menores que sirvam como opção. Quem vem do Centro e quer ir para o Norte da Ilha, por exemplo, tem que enfrentar a movimentada SC-401, e não tem escolha – afirma.

Piva lembra que quando o grupo começou, em 2005, era difícil ver uma bicicleta fora da Avenida Beira-Mar. Mas que esta realidade vem mudando, aos poucos. Antes o grupo se reunia uma vez por semana, hoje eles pedalam de segunda a sábado.

– Os ciclistas ainda se deparam com motoristas que desconhecem as leis e estão acostumados a pensar, sem razão, que as ruas são só para os carros. O código nacional de trânsito estabelece que os motoristas mantenham um metro e meio de distância dos ciclistas, mas será que algum motorista já foi multado por não respeitar esta distância? – questiona.

Retirado do Diário Catarinense de 20 de fevereiro de 2012.


Escrito por danielbiologo2

fevereiro 20, 2012 em 10:25 am

Bicicletas fantasmas alertam sobre mortes no trânsito

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Ciclistas se reúnem para protestar contra a insegurança no trânsito

Janine Turco/ND

Ciclistas foram até a SC-401 para protestar contra mortes e pedir ciclovias

Centenas de ciclistas se reuniram na pista de skate em frente ao Shopping Iguatemi, no bairro Trindade, em Florianópolis, para protestar contra a violência no trânsito. Em 2012, dois ciclistas morreram atropelados.

A bicicletada seguiu pela avenida Madre Benvenuta até o km 18 da SC 401, onde Emilio Delfino de Souza, 22, foi morto, no domingo (5). No local os manifestantes deitaram as bicicletas, fizeram uma oração e penduram no poste de luz uma bicicleta fantasma – pintada de branco – para protestar contra o atropelamento.

Daniel de Araújo Costa, presidente da Viaciclo (Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis), e um dos organizadores do evento, salienta que “andar de bicicleta não é perigoso. O risco são as infrações cometidas no trânsito”.
(” Andar de Bicicleta nâo é perigoso, perigoso é como se permite dirigir motorizados em nosas ruas.”)

Uma das reclamações do grupo é a falta de fiscalização da Lei Seca – que estabelece um limite legal para o consumo de álcool. Os dois motoristas responsáveis pelos acidentes estavam embriagados. “Quando pedalava para cá, jovens jogaram uma garrafa de uísque pela janela do carro. Não há controle”, complementa Daniel.
(Pouco antes de entrar na SC-405, enquanto pedalava até o ponto de encontro, fui ultrapssado por um audi que poucos metros a minha frente lançaram uma garrafa de uísque na via, enchendo de cacos de vidro. É frequente e abundante garrafas e latas de cerveja ao longo das ruas de Floripa.)

Domingo (12) haverá uma nova concentração no trevo de Canasvieiras, para instalar a bicicleta fantasma em homenagem à segunda vítima do trânsito, o argentino Hector Galeano, 54. Ele foi atingido em janeiro, na ciclofaixa da SC 401, por um Peugeot 206 em alta velocidade, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

Retirados do ND Online, link aqui.

Os trechos em negrito são minhas complementações.

Escrito por danielbiologo2

fevereiro 13, 2012 em 7:27 pm

Não foi acidente, mais sangue no asfalto!!! ACORDA SOCIEDADE!!!

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Replicando a “carta” de um amigo Médico, Ciclista, Pai. Mais um “desabafo”, que de uma forma ou de outra é o sentimento de todos os integrantes do trânsito em Floripa.
Nosso trânsito é hoje o maior desatsre sócioambiental que assola nosso Estado. Mortos e feridos, muitos aleijados para toda uma vida e de menor importãncia, mas que afeta a todos, é o custo financeiro que resulta destes sinistros de trânsito. Em Santa Catarina 94% dos chamados acidentes de trãnsito, não são acidentes, são sinistros de trânsito que poderiam ser evitados somente ao respeitar nosso Código de Trânsito. é fundamental acabar com esta IMPUNIDADE instaurada em nossa Sociedade, não temos mais como tolerar e aceitar embriagados dirigindo(?) motorizados, assassinando pedestres, Ciclistas e outros integrantes do trânsito.

Mas, antes de serem Leis, é uma questão de RESPEITO À VIDA e ao BOM SENSO.

ACORDA SOCIEDADE!!!

Gostaria  manifestar minha opinião frente aos acontecimentos trágicos que recentemente estão assombrando todos nós, colegas ciclistas, mais especificamente ao atropelamento seguido de morte do colega ciclista Emílio D. C. de Souza e que também seria colega de profissão.

      Em meio às inúmeras opiniões, na sua maioria expressadas por e-mail que tenho lido diariamente, tenho visto sentimentos de revolta, inconformismo, medo e insegurança, o que não poderia ser diferente frente à brutalidade do modo que foi abreviada a vida de Emílio.

      Embora não conhecesse pessoalmente Emílio e a maioria de nós também não, garanto que todos estão sofrendo, de um modo ou de outro, com pensamentos incertos e noites mal dormidas, sem saber o que fazer.

      Afinal nesse mundo tão injusto, tão desonesto, com tanto tempo  dedicado ao trabalho e tão pouco tempo para lazer, todos nós usamos a bicicleta como um verdadeiro remédio para nos acalmar e amenizar essa loucura do dia a dia. Todos nós sentimos uma imensa alegria nas pedaladas, nas conversas, nas novas amizades, nas aventuras das noites do meio de semana e nos dias dos fins de semana, mesmo nas quedas e nos pequenos acidentes corriqueiros, que somente nos fazem rir ainda mais.

      Agora esse sentimento de alegria se inverteu. Será que estão roubando de nós até a alegria de pedalar. Será que não poderei mais pedalar com meu amigos? Não poderei mais rir com os tombos dos outros, ou mesmo dos meu tombos? Será que não poderei mais levar mais meus filhos para o pedal tão esperado da semana? Tenho dois filhos, um de 15 e outro de 18 anos (quase a idade do Emílio), que estão começando a gostar das aventuras das pedaladas.

       O que fazer? Deixar a bicicleta de lado e passar esse tempo vendo TV?

      Tenho certeza que, embora difícil, devemos transformar esses sentimentos que nesse momento nos angustiam em algo de positivo. Vamos demonstrar esse inconformismo numa grande manifestação positiva, numa bicicletada no fim de semana. Independente do grupo a que pertencemos, Cicles Hoffmann, Duas Rodas, Floripa Bikers, ou mesmo se não pertencemos a nenhum grupo, vamos pedalar e convidar todos que possuem bicicleta para participar dessa homenagem aos colegas que tão trágica e precocemente se foram.

      Vamos nos unir e mudar essa realidade! Vamos mostrar que levaram nossos amigos, mas não podemos deixar que levem nossa alegria! Vamos pedalar todos juntos e mostrar a nossa força. Temos que transformar esse momento em algo positivo, afinal, como já cantou Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

Waltamir Horn Hülse, integrante do DuasRodas MTB Floripa

BICICLETA

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Adoro este vídeo……

Escrito por danielbiologo2

fevereiro 4, 2012 em 11:52 am

It Might Be You by Stephen Bishop…

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Clique aqui para ver o vídeo. 

Old times, needs old songs.
Good songs, remember good times.
The past, the presente, the future …
all of them are part of our history.

Escrito por danielbiologo2

fevereiro 4, 2012 em 11:24 am

Publicado em Textos recebidos

Morte no Asfalto.

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Clique sobre o recorte do periódico, para ler o editorial.

Escrito por danielbiologo2

fevereiro 3, 2012 em 11:14 pm

Publicado em Publicado por aí...

Impunidade = Morte no Trânsito

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Mais um editorial publicado no DC, alertando a Sociedade.
A IMPUNIDADE é um fator estimulador dessa chacina no trânsito.

Morte no asfalto

O automóvel, nesses anos recentes, se transformou na principal causa de mortes no planeta. De acordo com estudos da Organização das Nações Unidas, 1,3 milhão de vidas são ceifadas, no mundo, em acidentes envolvendo essas máquinas, tornadas mortíferas pelo mau uso que delas fazem os seus condutores. No Brasil, estima-se em mais de 35 mil as mortes por ano nas estradas e nos perímetros urbanos, sem contar o número de feridos. Importante lembrar que o trânsito no país mata 2,5 vezes mais do que nos Estados Unidos, e quase quatro vezes mais do que em toda a Europa.

Santa Catarina acaba de confirmar seu deplorável título de Estado vice-campeão brasileiro de acidentes de trânsito em relação ao tamanho da frota circulante, perdendo apenas para Minas Gerais. Estatísticas divulgadas, ontem, pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) deram conta que, apenas nas rodovias sob jurisdição estadual, foram registrados, em 2011, mais de 11 mil acidentes, que resultaram em 357 mortes e em legiões de mutilados. Desde 1995 não eram registradas tantas mortes nas SCs. Média de 29 por mês. E tudo sinaliza que a chacina sobre rodas será ainda maior este ano.

Os dados da PMRv apenas sublinham o que se sabe há muito tempo: o desrespeito às leis e procedimentos civilizados do trânsito, a imprudência e irresponsabilidade dos motoristas turbinam a matança. Assim como nas rodovias federais e nas vias urbanas, também nas estradas estaduais o excesso de velocidade e as ultrapassagens proibidas ou de risco – sem esquecer os crescentes casos de embriaguez ao volante – respondem pela maioria das ocorrências.

Enquanto não se acabar com a impunidade dos infratores, enquanto penas mais severas não forem aplicadas, enquanto não houver efetivos para uma fiscalização mais atenta, o trânsito em SC continuará matando em escala industrial.

Escrito por danielbiologo2

fevereiro 1, 2012 em 12:28 am

Publicado em Textos recebidos

Estúdio italiano cria estante para guardar bicicleta no meio da sala

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A Bookbike, do estúdio de design BYografia, é uma estante que vem com um gancho especial para pendurar uma bicicleta

Arranjar um lugar para guardar coisas é uma questão complicada para quem mora em um espaço pequeno, especialmente se uma dessas coisas for uma bicicleta. Pensando nisso, o estúdio de design italiano BYografia criou a Bookbike, uma prateleira para guardar de livros a uma bicicleta.O  estúdio de design descreve a Bookbike como “uma peça de mobiliário desenhada para guardar objetos que, de acordo com a tradição, seriam incompatíveis com os cômodos de uma casa”. Segundo o próprio BYografia, o objetivo da peça é “dar beleza ao que não pode ser escondido.”

A Bookbike é uma estante com um gancho para pendurar uma bicicleta, sem ocupar muito espaço. Ela pode ser montada e desmontada facilmente e pode ser fixada à parede ou não. A bicicleta é pendurada à Bookbike verticalmente, “economizando” espaço. O gancho para pendurar a bicicleta pode ser posicionado da maneira que for mais conveniente, de acordo com o tamanho e dimensões da bicicleta.

A estante é feita de madeira compensada curvada e de MDF compensada. Para quem não sabe, MDF é uma chapa de fibras de madeira comprimida de alta resistência utilizada na 

confecção de móveis em geral. Essas fibras de madeira podem ser misturadas a resinas sintéticas e outros aditivos.

Parte da estrutura da Bookbike é coberta com um material antiarranhões para proteger a estante de qualquer contato brusco com os pedais ou de qualquer outra área da bicicleta. Á área de contato entre as rodas da bicicleta e o armário também é protegida, mas por um tipo de forro. O móvel vem em duas opções de cores: branco giz ou cinza carvão e tem 250 centímetros de altura, 88 centímetros de largura e 40 centímetros de profundidade.

Uma Bookbike custa em média 2865 Euros (quase R$ 6,5 mil). No Brasil, a Byografia é representada pela Vermontex Contemporary Design Agency & Distribution, de São Paulo. Quem tiver interesse em adquirir uma estante Bookbike, pode entrar em contato com a Vermontex por meio do site oficial da empresa. 

Originalmente pubblicado aqui:

http://revista.penseimoveis.com.br/especial/sc/editorial-imoveis/19,480,3640130,Estudio-italiano-cria-estante-para-guardar-bicicleta-no-meio-da-sala.html

Escrito por danielbiologo2

janeiro 25, 2012 em 3:30 pm

Publicado em Textos recebidos

Pedestres e ciclistas.

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23 de janeiro de 2012 - Artigo publicado no DC.

Pedestres e ciclistas.

por Eng. Valter Frigieri

 

Um levantamento recente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e BNDES mostrou que 41% dos brasileiros não usam veículos motorizados para locomoção. Nas metrópoles brasileiras, 38% das pessoas fazem seus percursos a pé, enquanto 3% optam pela bicicleta. Nossas cidades, se não oferecem transporte público de qualidade, tampouco estão devidamente equipadas para atender às necessidades do enorme contingente de cidadãos que circulam de bicicleta ou a pé. Só muito recentemente, os administradores públicos começaram a incluir as ciclovias em suas plataformas políticas e planos administrativos.

De fato, é um grande avanço a criação das ciclovias e das chamadas rotas de bicicletas, com sinalização adequada, que permitem aos ciclistas compartilhar o espaço urbano com os veículos automotores. Nos grandes centros, no entanto, para a segurança do ciclista é indispensável criar uma infraestrutura integrada, que permita ao usuário da bicicleta percorrer distâncias longe de vias saturadas ou de alta velocidade.

Nas ciclovias, recomenda-se o uso de peças de concreto, pois sua coloração clara reduz a absorção de calor na superfície, melhorando o conforto térmico e diminuindo a formação de ilhas de calor, causadas pela impermeabilização do solo. A redução pode chegar a 20ºC. Ademais, o concreto desempenado moldado in loco proporciona conforto de rolamento, sem deixar a superfície escorregadia. No caso de vias compartilhadas, o uso do pavimento de concreto também gera ganhos por não sofrer deformação e ter boa interface com outros tipos de pavimento.

No que toca às pessoas que fazem seus trajetos a pé, a falta de padronização e a falta de qualidade da pavimentação ainda constituem obstáculos para um caminhar seguro. A uniformização do passeio demanda a mobilização dos donos de imóveis num esforço conjunto de prefeituras e órgãos técnicos. Hoje, existem vários materiais que garantem a qualidade do piso e atendem às normas.

O desafio das administrações públicas é implementar políticas que conciliem a convivência entre motoristas, pedestres e ciclistas e, ao mesmo tempo, melhorem a qualidade de vida das pessoas.

Escrito por danielbiologo2

janeiro 23, 2012 em 10:13 am

Publicado em Textos recebidos

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