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Carta aberta aos CicloAMIGOS

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Floripa, 13 de agosto de 2016

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Como sabem estou bastante afastado dos pedais, e tenho sido “cobrado” pelos cicloamigos quando nos encontramos por aí.
Claro que são cobranças positivas e refletem que “sentem falta” do ciclista que lhes escreve e seu apito(?).

Em virtude do cicloativismo e problemas que me foram imputados, criou-se uma “ojeriza” com relação a pedalar em manifestações, ongs e instituições.

05outcaninana 014Em virtude das novas demandas de trabalho, que conflitou muito com os horários dos grupos de pedal.

Em virtude da mudança de endereço de residência, que também contribuiu.

Enfim devemos resolver os problemas da vida, e não deixar a vida ser um problema, mas confesso que o cicloativismo, ou melhor os problemas que ele trouxe a minha vida, me afastaram muito do prazer de pedalar, pois nem dormir direito mais esse tal cicloativismo deixa…

Como disse no parágrafo acima estou tentando resolver essa “falta de tudo” e retomar as pedaladas como sempre fiz, e tenho motivos de sobra, reencontrar cicloamigos e perder quase 18 qulogramas que “ganhei”.

Que o “brilho dourado”, retorne ao meu dia a dia

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agosto 13, 2016 at 12:11 pm

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Olho de Boi

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Por que gosto tanto deles?
Tenho algumas dezenas deles comigo, pelo que me lembro comecei a juntar eles quando há décadas atrás caminhava até a Califórnia para surfar ou cruzar o Rio Mambucaba para ir até Mambucaba histórica e a Praia das Goiabas.
Muitas vezes apenas era caminhar até a Califa, olhar as ondas e a Ilha do Algodão e Sandri.
Mas sempre que ia, voltava com algumas sementes ‘Olho de Boi”, e assim encontrei e encontro algumas por aí.
Hoje foi assim, em uma breve vistoria a trabalho na trilha que dá acesso a praia desde a área do camping do Parque estadual do rio Vermelho, ao chegar na praia uma breve caminhada, infelizmente muito lixo nas areias….ao retornar vi ele, o famoso “Olho de Boi” imediatamente peguei ele, limpei na calça retirando a areia e guardei ele no bolso.

Resumindo, mais um “olho de Boi” para minha coleção! hehehehe

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Praia de Moçambique visualizando o Farol no morro que integra o Parque Municipal da Galheta, e a Barra da Lagoa.

E no site Tenda da Alma diz assim:
Olho de Boi – Semente
“Função: poderoso amuleto contra a inveja e o “mau-olhado”. Elimina negatividades enviadas por terceiros para as pessoas ou respectivas habitações ou locais de trabalho.”

 

 

 

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agosto 12, 2016 at 10:52 pm

Criando Siegfried.

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…uma garça-azul-grande (Ardea herodias) nascida em 10 de maio, numa incubadora na Universidade de Wisconsin…..no dia 11 de agosto levei ele até um banhado…no dia seguinte ele pousou em uma casa distante 32 km a noroeste do banhado, identificado pela anilha na sua perna e no mesmo dia ele foi reportado a 64 km a oeste – um voo considerável para uma ave que nunca havia voado mais que umas poucas centenas de metros. eu nunca mais ouvi sobre ele. [1967]
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Siegfried olha seu reflexo em um espelho na mão de Kay, e sua ira é evidente pela crista eriçada.

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Siegfried imediatamente entrou na água quando foi solto pela primeira vez em um lago próximo.

“Aves podem ter poucos problemas de adaptação ao ambiente natural, depois de terem estado em cativeiro (As populações de papagaios verdadeiros “Amazona aestiva” vivendo em várias cidades brasileiras reforçam esta observação). Afinal de contas, estorninhos (Sturnidae), pardais (Passer domesticus) e faisões (Phasianus colchicus), para citar apenas três espécies, foram introduzidos nos Estados Unidos e programas de reabilitação para várias espécies, do mináh de Bali (Leucopsar rothschildi) ao falcão peregrino (Falco peregrinus), tiveram sucesso.
Eu desejei a Siegfried boas pescarias e uma vida longa e agradável.”
Relato e fotos de George B.Schaller no livro ‘Um naturalista e outros animais: histórias de uma vida em campo’.

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fevereiro 7, 2016 at 12:42 pm

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Antes que…..perdi?

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Anos atrás meu Pai me mostrou este texto.
Eu mesmo acabei dando para alguns amigos, e tenho lido para tantos outros.

Volta e meia me emociono lendo de novo, volta e meia com lágrimas nos olhos….
Hoje, 14/09/2015,  fazem mil cento e quarenta e dois dias que não vejo minha filhota…
1136Não tenho palavras, nem sei expressar meus sentimentos….
Choro por dentro, choro por minha filha…

Antes que elas cresçam

Affonso Romano de Sant’Anna


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

 

Written by danielbiologo2

setembro 14, 2015 at 10:44 pm

Jean Jacques Rousseau

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Jean Jacques Rousseau  nasceu já órfão de mãe, pois a mesma morreu durante o processo de parto, não chegando sequer a conhece-lo, foi educado pelo pai, um simples relojoeiro, até completar 10 anos de idade.

Rousseau, um dos principais filósofos do Iluminismo. Pintura de Maurice Quentin de La Tour.

Em 1722 o menino Rousseau dá de cara com a morte novamente, desta vez perdeu seu pai.

Em sua adolescência estudou em uma escola religiosa na qual era obrigado a seguir as rígidas regras da instituição.

Foi um bom aluno, estudou muito e desenvolveu o gosto pela leitura e pela música.

Na passagem da adolescência para a fase adulta mudou-se para Paris e iniciou seu relacionamento com a flor da elite intelectual da cidade.

Nesta época recebeu o convite de Diderot para redigir alguns apontamentos para a Enciclopédia – Alguns escritores pertencentes à Antiguidade, como por exemplo, Aristóteles, tentaram escrever sobre todos os campos de conhecimento pesquisados até então, foi uma das primeiras a existir e a ser publicada na França do século XVIII – caberia a Rousseau anotar os apontamentos, seus devidos significados e exemplos.

Em 1762 Rousseau passou a ser acuado na França por conta de suas obras que passaram a ser vistas como uma injúria às tradições morais e religiosas. A solução encontrada foi abrigar-se na cidade de Neuchâtel, na Suíça até a poeira abaixar.

No ano de 1765 decidiu se mudar para a Inglaterra aceitando o chamado do filósofo David Hume.

No ano de 1767 retornou à França e conheceu Thérèse Levasseur, com quem veio a se casar.

Suas obras versavam sobre vários temas, que abrangiam desde investigações políticas, romances, até análises na área da educação, religião e literatura.

“Do Contrato Social” foi considerada sua obra-prima, nela Jean sustenta a opinião de que os indivíduos nascem bons, quem os modifica é a sociedade, que os levam para o caminho do mal. Do mesmo modo finca o pé ao dizer que a sociedade atua como um acordo social, através do qual as pessoas, que vivem em sociedade, outorgam algumas prerrogativas ao Estado desde que este lhes conceda em contrapartida amparo e organização.

Rousseau é considerado o filósofo do iluminismo – idéia que resume várias doutrinas filosóficas, elos intelectuais e atitudes religiosas – e predecessor do romantismo do século XIX.

Em sua obra “Discours sur l’origine et les fondements de l’inégalité parmi les hommes” (Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens), publicada no ano de 1755, ele descreve uma hipótese para o estado natural do homem, sugerindo que, apesar das diferenças determinadas pela natureza, houve um determinado momento em que os homens agiam como iguais sim: conviviam separadamente uns dos outros e não eram dependentes de ninguém; fugiam uns dos outros como se fossem bichos bravios prestes a atacar sua própria espécie.

Com relação à educação Rousseau acreditava na amabilidade produzida pela natureza, para ele se a afabilidade fosse incitada, a benevolência espontânea da pessoa podia ser preservada da influência corrompida do meio em que vivemos.

Por conseguinte, a educação admitia dois semblantes diversos: a expansão gradual das habilidades próprias da criança e o seu distanciamento dos achaques sociais. O educador deve ensinar o aluno levando em conta suas capacidades maturais.

Para Rousseau a principal característica que não pode faltar em um catedrático é a sua capacidade de educar o aluno para transformá-lo em um homem de bem.

Levando em conta esse ponto de vista de Rousseau o aluno só estaria apto a fazer parte da sociedade quando se tornasse clara sua disposição natural para a convivência com as outras pessoas, fato este que só ocorreria, segundo Rousseuau, durante a sua adolescência, quando então já estaria apto a julgar e já pode compreender o que é ser um indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.

Obras principais:

  • Discurso Sobre as Ciências e as Artes
  • Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens
  • Do Contrato Social
  • Emílio, ou da Educação
  • Os Devaneios de um Caminhante Solitário

Fontes
http://culturabrasil.pro.br/rousseau.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Jacques_Rousseau

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maio 13, 2015 at 7:53 pm

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De BIKE ao trabalho.

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Dia 8 de maio de 2015.
Dia de ir de Bike ao trabalho!
Descubra, tente, verifique facilidades e aponte soluções para as dificuldades.
Cidades com maior número de Bicicletas nas ruas, apresentam uma melhor qualidade de vida.
Com o aumento de bicicletas nas ruas, a evolução para um trânsito mais humano, seguro e saudável, É INEVITÁVEL!

oitodemaiode2015Foto de Michel Téo Sin

Written by danielbiologo2

maio 7, 2015 at 6:42 pm

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Bicicleta cor de uva.

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2014-11-24 15.24.00Foi numa quinta feira, que subi o morro com ela, minha Bicicletinha azul.

Um dia de sol, temperatura agradável do fim de outono, um convite a curtir a Natureza, enfim lá estava eu, pedalando e caminhando.

      Minha Bicicleta fixa, com pneus finos, relação pesada, não permitem a escalada íngreme deste morro, mas no transporte ativo em Bicicleta empurrar faz parte, não é nenhum tipo de constrangimento.
Subindo e olhando a flora ao redor, borboletas azuis, outras pintadas, o vento passando e a frase veio naturalmente;
Borboletas são Flores que o vento tirou para dançar”.

      A chegada é sempre agradável, ainda mais por estarmos mais perto do céu e do Astro Rei, tudo bem que é apenas uma bela impressão, mas é muito boa.

      Sentei na rocha olhei o horizonte, fiquei de pé senti o sol, pulei e senti o vento.
Meu coração estava palpitante, fazia muito tempo que não sentia felicidade desta maneira.

fotobicicletinhamakingoff      Minha Bicicletinha azul começa a se posicionar, fotos e olhares, risadas e vontade de abraçar tudo naquele momento. A Bicicletinha na rocha,
as folhas da palmeira ao lado com o Sol sendo filtrado, e nas sombras eu vi uma cor de “berinjela”?
Uma rajada de vento e um arrepio, não, é cor de uva!

      O vôo do olhar levou minha Bicicletinha para o mar, para a lagoa, para o manguezal, para a mata…

      Vontade de fazer tantas coisas, não fiz, ainda bem que arrependimento não mata, segundo o dito popular!

      Ifixavoçorocasniciei a descida, tentei fazer montado na minha fixa, não deu, o chão com pedriscos e voçorocas não permitiram uma descida segura.

 Continua…

Written by danielbiologo2

abril 30, 2015 at 5:21 pm